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Política Brasil repudia decisão dos Estados Unidos de impor tarifa sob alegação de trabalho forçado em nosso País

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Na nota, o governo brasileiro afirmou que dará início imediato aos procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica.

Foto: Freepik
Na nota, o governo brasileiro afirmou que dará início imediato aos procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica. (Foto: Freepik)

O governo brasileiro anunciou nessa quinta-feira (23) que irá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica e acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) após os Estados Unidos imporem uma nova tarifa sobre produtos brasileiros. Em nota divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Palácio do Planalto classificou a medida adotada por Washington como “completamente arbitrária e injustificada”.

A reação ocorre horas depois de o governo do presidente Donald Trump anunciar uma nova rodada de tarifas sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, entre eles o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entram em vigor nesta sexta-feira (24). Segundo as autoridades americanas, a cobrança tem como objetivo combater a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Na nota, o governo brasileiro afirmou que dará início imediato aos procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada neste ano pelo Congresso Nacional, além de levar o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC.

“Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, afirma o comunicado.

A Lei da Reciprocidade permite ao Brasil adotar medidas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais consideradas discriminatórias ou unilaterais aos produtos brasileiros. O instrumento autoriza o governo a responder com restrições semelhantes, buscando restabelecer o equilíbrio nas relações comerciais internacionais.

A nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos decorre de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O governo americano concluiu que aproximadamente 60 países, incluindo o Brasil, não adotam mecanismos suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, o que, na avaliação de Washington, configura uma prática comercial desleal.

O argumento é semelhante ao utilizado pelo governo americano para justificar a tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras, que entrou em vigor na última quarta (22). Com a nova cobrança, determinados produtos brasileiros poderão ser submetidos a uma sobretaxa total de 37,5% ao ingressarem no mercado norte-americano.

No comunicado divulgado nessa quinta, o governo brasileiro rejeitou as conclusões da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo a nota, “na ausência de base interna legal para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais”.

De acordo com fontes da diplomacia brasileira, a avaliação do governo é que os Estados Unidos não levaram em consideração as informações apresentadas durante a investigação. O Brasil sustenta que é referência internacional no combate ao trabalho análogo à escravidão e que sua atuação é reconhecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Ainda segundo o governo, ao longo da apuração conduzida pelo USTR, o Ministério do Trabalho apresentou documentos detalhando a legislação brasileira e as ações de fiscalização realizadas pelas autoridades competentes para impedir a importação e a comercialização de produtos obtidos por meio de trabalho forçado.

Na nota, o Executivo destaca que a legislação brasileira vai além das exigências internacionais ao tipificar como crime não apenas o trabalho forçado, mas também a submissão de trabalhadores a jornadas exaustivas, condições degradantes e restrição de locomoção.

“Tipificamos como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas as jornadas exaustivas, as condições degradantes de trabalho e a restrição de locomoção. Responsabilizamos empresas e indivíduos, aplicando multas severas, e mantemos um cadastro da ‘Lista Suja’ de empregadores”, afirmou o governo brasileiro.

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Delmar
24 de julho de 2026 17:11

Já vi, há poucos anos atrás, propaganda deste mesmo governo brasileiro, nos aeroportos do nosso país, dizendo que proposta de emprego no Rio Grande do Sul era risco de trabalho escravo.

vanderlei stefani
24 de julho de 2026 13:17

Trump e família bolsonaro estão Unidos contra o Brasil e o povo brasileiro em prol de um projeto de poder! Não apoiar e nem votar nessa gente é um gesto de Patriotismo e de amor ao Brasil!

ochoavanderlei@gmail.com
24 de julho de 2026 09:49

Se existe ainda trabalho análogo à escravidão, está nos compôs do AGRO.

Paulo
24 de julho de 2026 09:44

Só o molusco não sabe (como sempre) que havia regime de trabalho escravo na construção do complexo fabril da montado em Camaçari(BA). E em vez de interceder contra demitiu o secretário que apontou a questão. Assim é o PT!

Box1
24 de julho de 2026 05:36

Nenhuma negociação até agora, só bravatas. Isso é a soberania que o molusco tanto defende. Os EUA taxaram mais de 60 países, a maioria negociaram.

ochoavanderlei@gmail.com
23 de julho de 2026 22:34

ESTADISTA LULA defende o Brasil. Os bolsonaro atacam o país.

Eloa Gute
23 de julho de 2026 20:12

Tem que taxar esse idiota, gostou bilhões com guerra e quer cobrar de países, que não tem nada com as guerras que esse animal fez e agora não sabe como acabar com a guerra! Prejudicou todo mundo, como ninguém vê isso?

Caio Azevedo
23 de julho de 2026 21:01
Responder para  Eloa Gute

Não taxará.

Caio Azevedo
23 de julho de 2026 19:41

“Volta..pensa..diz que fará”…. Não vai fazer nada!! Zé pilantras é um bufão!! É um mentiroso e está nitidamente com medo…!

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