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Política Ministro do Supremo Alexandre de Moraes autoriza visita de cunhada de Bolsonaro durante ausência de Michelle

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Moraes considerou a situação excepcional de ausência temporária de Michelle, que realizará exames médicos no hospital

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Moraes considerou a situação excepcional de ausência temporária de Michelle. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a entrada de Geovanna Kathleen Ferreira Lima, irmã da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, na residência do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. A decisão foi publicada no sábado (1º) e atendeu a um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente, que alegou a necessidade de uma exceção às restrições impostas na prisão domiciliar em razão da ausência temporária de Michelle Bolsonaro, que foi internada para realização de exames e tratamento médico.

Ao analisar o requerimento, Moraes considerou que a situação era excepcional, uma vez que a ex-primeira-dama precisou deixar a residência para receber atendimento hospitalar em decorrência de recorrentes crises de enxaqueca. Com isso, o ministro autorizou que a cunhada do ex-presidente permanecesse no imóvel durante o período em que Michelle estivesse afastada por motivos de saúde.

Na decisão, o magistrado estabeleceu que a autorização possui caráter temporário e está condicionada ao retorno da ex-primeira-dama para casa. O despacho determina que o ingresso e a permanência de Geovanna Kathleen Ferreira Lima ocorram “até a data de retorno de sua cônjuge à residência, fato que deverá ser comunicado imediatamente a este juízo”.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à chamada trama golpista. Entre as medidas cautelares impostas pelo Supremo estão restrições ao recebimento de visitas, determinadas após episódios considerados pelo ministro como descumprimento das condições estabelecidas para o cumprimento da pena.

Uma dessas restrições impede, por exemplo, que o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho mais velho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República, visite o pai enquanto permanecerem em vigor as atuais determinações judiciais.

As limitações foram reforçadas por Alexandre de Moraes depois que Flávio Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma carta que teria sido escrita pelo ex-presidente. Na avaliação do ministro, a divulgação do conteúdo contrariaria as medidas cautelares impostas no regime de prisão domiciliar. Desde então, apenas advogados e profissionais de saúde passaram a ter acesso autorizado à residência, salvo situações excepcionais analisadas individualmente pelo Supremo.

Enquanto isso, Michelle Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desse domingo (2), poucas horas antes da convenção do PL no Distrito Federal. De acordo com boletim divulgado pelo Hospital DF Star, a ex-primeira-dama deu entrada na unidade na noite de sábado apresentando um quadro de cefaleia refratária ao tratamento com medicamentos administrados por via oral.

Segundo o hospital, Michelle foi submetida a exames para investigação da causa das dores e realizou um procedimento de bloqueio anestésico de nervos cranianos, que apresentou “resposta satisfatória”. Apesar da alta médica, ela deverá permanecer em acompanhamento com a equipe responsável pelo tratamento. O boletim foi assinado pelo cardiologista Brasil Caiado, pela neurologista Carolina Colaco e pelo diretor-geral da unidade, Allisson B. Barcelos Borges.

Horas antes da divulgação da alta, a assessoria de Michelle Bolsonaro havia informado, por meio de nota publicada nas redes sociais, que ela permanecia internada em razão da persistência do quadro de cefaleia. Na ocasião, a equipe comunicou que o procedimento de bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos já havia sido realizado e que aguardava um novo posicionamento da equipe médica sobre a evolução do tratamento.

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