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Variedades Foguete da SpaceX atinge a lua e cria cratera “comparável a de um meteoroide”

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Ilustração de IA mostra impacto de foguete na Lua. (Foto: Gemini)

O estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, atingiu a superfície da Lua. O impacto, ocorrido por volta das 3h35, aconteceu próximo às crateras Einstein e Bell. A Nasa acredita que uma cratera de 18 metros pode ter se formado. Apesar dos indicativos, a própria Nasa ainda busca imagens que ilustrem o impacto causado.

A colisão é monitorada pela agência e por astrônomos independentes como uma oportunidade rara para o estudo da geologia lunar e do comportamento de detritos espaciais.

O administrador da Nasa, Jared Isaacman, disse nas redes sociais que o impacto é semelhante ao de um provocado por um meteoroide.

“Para aqueles interessados ​​no impacto de um estágio propulsor usado na superfície lunar, esse evento raro tem décadas de história, remontando à era Apollo, quando a NASA intencionalmente lançava estágios propulsores usados ​​na Lua para fins científicos e de pesquisa sísmica. A realidade é que meteoroides atingem a superfície lunar a cada hora, com impactos comparáveis ​​a esse estágio superior ocorrendo aproximadamente a cada seis dias”, afirmou.

Detalhes

Especialistas estimam que o componente, pesando aproximadamente quatro toneladas, colidiu a uma velocidade de 2,43 quilômetros por segundo. A energia liberada foi suficiente para criar uma cratera com cerca de 20 a 30 metros de diâmetro e aproximadamente 4 metros de profundidade.

Embora o evento tenha gerado uma pluma de detritos e rochas, a Nasa confirmou que o impacto não oferece riscos para a Terra. Cientistas comparam a força da colisão à de um meteoroide de porte semelhante, fenômeno que ocorre naturalmente no satélite a cada seis dias devido à falta de atmosfera protetora.

Origem e trajetória do foguete

O objeto em questão é o segundo estágio de um foguete lançado em 15 de janeiro de 2025, durante a missão comercial Blue Ghost 1. Após cumprir sua função de impulsionar módulos de pouso lunares, o componente ficou em uma órbita caótica. Uma combinação de atividade solar e forças gravitacionais colocou a peça em rota de colisão não planejada com a Lua.

O descarte de estágios de foguetes na superfície lunar, embora não tenha sido planejado especificamente para esta missão, é uma prática tecnicamente aceita para evitar o acúmulo de lixo espacial em órbitas úteis.

Monitoramento e valor científico

A coleta de dados será realizada por meio de telescópios terrestres e sondas espaciais. A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, e o instrumento ShadowCam, da Coreia do Sul, devem mapear o local do impacto nos próximos dias.

A observação das plumas de detritos e da nova cratera auxilia pesquisadores a entenderem melhor a composição do solo lunar. Esses dados são considerados fundamentais para o planejamento de futuras infraestruturas do Programa Artemis, que visa estabelecer uma presença humana duradoura na Lua.

 

 

 

 

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