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Eleições 2026 Revelação de novos fatos sobre ex-chefe de gabinete de Lula preocupa campanha petista

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PT ainda não definiu estratégia para blindar Lula, mas planeja nova ofensiva contra Flávio. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O envolvimento crescente de Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, em investigações da Polícia Federal (PF) sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornou-se uma das maiores preocupações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A menos de 50 dias do primeiro turno, o PT ainda não definiu uma estratégia para blindar o chefe do Executivo dos possíveis impactos do caso, mas planeja uma nova ofensiva contra o principal adversário de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Considerado mais próximo de Lula e, portanto, potencialmente mais danoso à imagem do presidente do que seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também citado no escândalo, Marcola surpreendeu o governo. Segundo auxiliares, Lula ficou irritado ao saber das investigações e disse ter se sentido traído pelo aliado.

Responsável pela agenda presidencial desde 2016, Marcola ocupou por três anos e meio a antessala da Presidência, no terceiro andar do Palácio do Planalto, com acesso direto e praticamente irrestrito a Lula. Para aliados, essa proximidade só era comparável à da primeira-dama Rosângela Janja Lula da Silva, que ocupa a sala ao lado.

No início deste mês, pouco depois de ser exonerado para participar da campanha, mensagens encontradas no celular da empresária Roberta Luchsinger, investigada por suposta participação no esquema de fraudes no INSS, revelaram um empréstimo de R$ 249 mil para Marcola. Avisado de que as mensagens vazariam, ele contou ao presidente e decidiu deixar a campanha.

Para integrantes da equipe, o principal problema é o momento das revelações, a menos de dois meses do primeiro turno. Até então, a campanha vinha conseguindo blindar Lula das repercussões envolvendo Lulinha.

Desde o fim do ano passado, a estratégia era manter o discurso de que as investigações deveriam prosseguir e, caso houvesse culpa, o filho deveria responder. A intenção era evitar comparações entre Lula e as acusações contra a família Bolsonaro. Flávio, por exemplo, já declarou que pretende anistiar o pai caso seja eleito presidente. (Com informações do Valor Econômico)

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Caio Azevedo
20 de agosto de 2026 05:59

Com esse nome… nasceu pro crime…

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