Terça-feira, 08 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de setembro de 2026
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois principais candidatos à Presidência da República, contam com suas mulheres – Rosângela da Silva, a Janja, e Fernanda Bolsonaro – como ativos em suas campanhas para conquistar o voto feminino, que hoje corresponde a 52% do eleitorado brasileiro.
Janja tem mais liberdade, participa de comícios e opina nas estratégias de Lula. Fernanda adota um tom discreto, mas também já se pronunciou em eventos de Flávio.
Até aqui, Janja discursou em três dos cinco primeiros comícios de Lula desde o início da campanha. Ela costuma se pronunciar logo antes do presidente, com uma fala totalmente voltada ao público feminino. Somados os tempos dos três pronunciamentos, ela falou por cerca de 42 minutos (13 minutos em São Bernardo, 19 minutos em Belo Horizonte e 10 minutos no Rio). Só não participou dos comícios em Natal e Salvador.
Duas semanas antes do começo da campanha, na Convenção Nacional do PT, Lula abriu o discurso com uma autocrítica. Nenhuma mulher estava prevista para falar – Lula pediu, então, que Janja falasse. Ela gesticulou negativamente três vezes.
Autocrítica
“Quero fazer uma crítica a mim. Não é possível que a gente tenha esquecido do principal evento da nossa campanha e não tenha colocado uma mulher para falar”, disse. Após a insistência do presidente, Janja assumiu o microfone. “É difícil porque a gente precisa estar todo dia se reafirmando, né, mulherada”, afirmou.
A primeira-dama costuma conclamar as mulheres a conversar com outras mulheres sobre Lula. “Vamos juntas, vamos conversar com nossas amigas, mães, filhas, irmãs, vizinhas, vamos discutir sobre as políticas públicas do presidente Lula e sobre quanto elas já transformaram e irão transformar ainda mais nossa vida e as vidas das nossas famílias”, afirmou.
Discursos
Fernanda, por sua vez, discursou por quase quatro minutos em dois comícios: 3 minutos e 21 segundos na convenção nacional que lançou a candidatura de Flávio a presidente, em São Paulo, e 30 segundos no ato inaugural de campanha no Rio.
Mais desconhecida do público (ela tem 459 mil seguidores no Instagram, diante de 2,9 milhões de pessoas que seguem Janja), Fernanda usou parte do tempo para se apresentar, pediu desculpa por usar uma “colinha” por não estar acostumada com discursos e manifestou apoio ao marido em nome dela e das filhas. “Eu não quero assistir mais essas notícias de mulheres sendo violentadas, sendo assassinadas todos os dias no nosso País. Isso precisa acabar, ninguém aguenta mais. Ninguém aguenta mais quatro anos de PT”, declarou a mulher de Flávio. Fernanda é cirurgiã dentista e atende em Brasília durante a semana, o que a impede de viajar com o senador. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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