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Bruno Laux Estudo revela impacto das enchentes de 2024 sobre trabalho e saúde no RS

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Levantamento também revela que a exposição prolongada a áreas alagadas elevou a média mensal de casos ocupacionais de leptospirose. (Foto: Lauro Alves/Arquivo Secom-RS)

Impacto laboral

A perda de 22 mil postos de trabalho em apenas um mês e os danos diretos a mais de 23,3 mil estabelecimentos privados nos municípios gaúchos que decretaram calamidade pública durante as enchentes de 2024 estão entre os números identificados em um estudo recém-publicado na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional. Assinado pelas pesquisadoras Adriana Skamvetsakis e Neice Faria, o ensaio analisa os graves reflexos da catástrofe climática sobre a saúde e as condições de atuação dos trabalhadores gaúchos. O levantamento também revela que a exposição prolongada a áreas alagadas elevou a média mensal de casos ocupacionais de leptospirose de 8,6 para 17,5 e impulsionou os registros de transtornos mentais para 626 ocorrências. Somado aos danos econômicos gerados para mais de 32 mil produtores rurais, a tragédia climática comprometeu cerca de três mil estruturas de atendimento médico no estado. Diante das projeções de novos desastres extremos, as autoras defendem que as estratégias governamentais de reconstrução incluam um planejamento ambiental preventivo e a participação ativa das categorias trabalhistas.

Agenda do dia

O clima chuvoso desta segunda-feira limitou a realização de agendas externas pelos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, que priorizaram compromissos em ambientes fechados. Juliana Brizola (PDT) participou de um debate com outros postulantes ao Palácio Piratini, além de realizar reuniões com sua equipe e gravar inserções para rádio e TV. Gabriel Souza (MDB) também marcou presença no encontro com os adversários, dedicando o período da tarde à produção de conteúdos para a campanha. Com roteiro semelhante, Luciano Zucco (PL) dividiu a agenda entre o debate com os concorrentes, gravações de estúdio e uma entrevista concedida no encerramento do dia.

Agenda do dia II

Marcelo Maranata (PSDB) completou o grupo de postulantes presentes no debate, preenchendo o restante de sua segunda-feira com agendas internas, preparação para o encontro e entrevistas à imprensa. Rejane de Oliveira (PSTU) esteve em Porto Alegre para acompanhar a assembleia de greve dos trabalhadores dos Correios, aproveitando a mobilização para gravar vídeos direcionados às suas redes sociais. Priscila Voigt (UP) dedicou a data exclusivamente a reuniões e compromissos internos da equipe. O candidato Cesar Pontes (PCO) não teve agendas públicas divulgadas.

Paternidade mantida

A 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu, por unanimidade, restabelecer a paternidade registral de uma criança e a respectiva cobrança de pensão alimentícia. O julgamento atendeu ao recurso da mãe da menina contra uma ação movida pelo pai registral, que buscava anular o vínculo civil e se eximir do pagamento de alimentos. Durante a análise processual, o colegiado concluiu que havia provas de que o homem tinha conhecimento da possibilidade de não ser o pai biológico ao realizar o registro voluntário da criança. Segundo o desembargador relator Ricardo Moreira Lins Pastl, o reconhecimento espontâneo de paternidade é um ato irretratável e não pode ser invalidado por simples arrependimento. Com a decisão do colegiado, os deveres paternos e o suporte financeiro foram preservados, mas um pedido de indenização por danos morais solicitado pela autora acabou rejeitado.

Passaporte equestre

Um projeto de lei do deputado federal gaúcho Daniel Trzeciak (PSDB) propõe a criação de um “passaporte equestre” em âmbito nacional. Protocolada na Câmara dos Deputados, a proposta visa desburocratizar o transporte estadual e interestadual de cavalos, mulas e asnos destinados a cavalgadas, desfiles, competições amadoras e atividades de equoterapia. Pelo texto, o novo documento será anexado à Guia de Trânsito Animal (GTA) original, estendendo a validade da autorização para até 12 meses e dispensando a emissão de novas permissões a cada deslocamento. Para garantir a segurança epidemiológica, a eficácia do passaporte ficará estritamente condicionada à validade dos exames obrigatórios e laudos clínicos do animal, a exemplo dos testes de mormo e anemia infecciosa equina. O autor do texto avalia que o documento deve cooperar com a redução de custos recorrentes dos criadores com burocracia, mantendo a rastreabilidade das viagens por meio de um registro sequencial obrigatório de todo o roteiro percorrido. (Por Bruno Laux – Instagram: @obrunolaux)

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