Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de outubro de 2026
A decisão foi anunciada após uma videoconferência entre os líderes do G7, convocada por Macron depois de uma conversa com Trump.
Foto: ReproduçãoO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da França, Emmanuel Macron, confirmaram nesta sexta-feira (2) a liberação coordenada de estoques de combustíveis mantidos por países europeus e outros integrantes do G7. A medida ocorre em meio à alta dos preços dos derivados de petróleo e às preocupações com o abastecimento global.
A decisão foi anunciada após uma videoconferência entre os líderes do G7, convocada por Macron depois de uma conversa com Trump. O grupo informou que haverá uma liberação coordenada de 100 milhões de barris de petróleo e derivados por meio da Agência Internacional de Energia (AIE). O processo começa imediatamente e deverá ocorrer ao longo de quatro meses.
Uma parcela significativa do diesel deverá ser disponibilizada nos primeiros 20 dias da operação. A declaração conjunta, no entanto, não detalhou quanto do volume total corresponderá especificamente ao diesel nem especificou quanto será liberado por cada país.
Antes do anúncio, governos europeus discutiam uma proposta apresentada pela França para liberar 50 milhões de barris de diesel, enquanto países integrantes da AIE disponibilizariam outros 50 milhões de barris de petróleo bruto. A proposta foi discutida em reuniões entre representantes dos países europeus.
Trump afirmou, em uma publicação na rede Truth Social, que a Europa havia concordado em liberar uma quantidade significativa dos estoques de diesel e que o processo começaria imediatamente. O anúncio ocorreu após semanas de pressão do governo norte-americano para que países europeus colocassem parte de suas reservas no mercado.
A administração Trump vinha defendendo a utilização dos estoques europeus como forma de aumentar a oferta de combustíveis e contribuir para conter os preços. Na quinta-feira (1º), o governo dos Estados Unidos havia pressionado França e Alemanha a reduzirem suas reservas de emergência, sob ameaça de possíveis restrições às exportações de diesel norte-americanas.
O mercado de diesel tem sido afetado por interrupções no fornecimento de petróleo e derivados. A guerra entre Estados Unidos e Irã provocou impactos sobre a oferta global, enquanto a Rússia manteve restrições às exportações de diesel e refinarias ucranianas foram atingidas durante o conflito com Moscou. Refinarias chinesas também reduziram as exportações de combustíveis para reforçar os estoques domésticos.
A Europa aumentou nos últimos anos a dependência de importações de diesel dos Estados Unidos. Uma eventual restrição às exportações norte-americanas poderia reduzir a oferta disponível no mercado europeu e aumentar a pressão sobre os preços.
Na declaração divulgada após a reunião, os países do G7 também reafirmaram o compromisso de evitar restrições às exportações de energia e de produtos energéticos entre os integrantes do grupo. A medida busca preservar o fluxo internacional de combustíveis em um momento de maior pressão sobre o mercado.
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