Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de outubro de 2026
Em 5 de outubro de 1986, três amigos subiram ao palco de um bar em Porto Alegre para fazer a primeira apresentação de uma banda que recém começava a descobrir o próprio caminho. Transcorridas quatro décadas desde então, Thedy Corrêa, Carlos Stein e Sady Homrich celebram 40 anos do Nenhum de Nós, de trajetória marcante no rock gaúcho e brasileiro.
O nome do grupo foi motivado por coincidências entre seus integrantes originais: nenhum deles enxergava bem, nenhum prestara o serviço militar e nenhum tinha repetido ano na escola. A brincadeira entre amigos também entrava em sintonia com uma espécie de tradição entre boa parte das bandas da década de 1980 na cidade: a de denominações inusitadas – Engenheiros do Hawaii, Os Eles, Graforréia Xilarmônica, Atahualpa y Us Panqui.
São do Nenhum de Nós algunns dos maiores clássicos da música urbana produzia no Estado. “Camila, Camila” (também gravada por Cazuza), “O Astronauta de Mármore” (versão de “Starman”, do inglês David Bowie), “Você Vai Lembrar de Mim” e “Amanhã ou Depois” atravessaram diferentes momentos da carreira e continuam presentes nos shows, nas playlists e na memória afetiva do público.
A formação mudou com o passar do tempo. O guitarrista Veco Marques entrou para a banda em 1989 e passou a fazer parte dessa história. Em 1996, a turma ganhou o gaiteiro e tecladista João Vicenti, formando um quinteto que marcou importante fase da carreira. Após a morte de João (2024), retomou-se o formato de quarteto.
A saga continua
Hoje são 17 álbuns, mais de 2.500 apresentações e turnês que já alcançaram até Japão e China. O Nenhum de Nós continua na estrada: neste ano, a banda tem apresentações previstas em Veranópolis, Campina das Missões, Paranavaí, Lajeado, Santana do Livramento, Porto Alegre, Campo Bom e Rio de Janeiro. A história continua sendo escrita, sem prazo de validade. Com a palavra, a própria banda em uníssono:
“Olhar para esses 40 anos é lembrar de muita coisa: dos primeiros shows, das mudanças, das pessoas que passaram pela nossa história e, principalmente, do público que esteve ao nosso lado em todos esses momentos. A gente começou querendo fazer música e nunca imaginou que aquelas primeiras canções chegariam tão longe. Continuar subindo ao palco e encontrar pessoas de diferentes gerações cantando junto com a gente é algo que nos emociona e dá ainda mais sentido para essa caminhada. Ainda temos muita estrada pela frente”.
(Marcello Campos)
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