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Cláudio Humberto Doadores injetaram R$ 691 milhões em candidatos

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Afora os mais de R$4,96 bilhões que os partidos arrancaram do pagador de impostos a título de fundo eleitoral, candidatos a uma boquinha eletiva ainda conseguiram mais R$691 milhões em doações de desavisados ou daqueles que sabem muito bem o que estão fazendo. Assim como ocorreu nas eleições de 2022, o bilionário Rubens Ometto renovou o título de maior doador da temporada, com R$6,1 milhões, enviados para diretórios do MDB, Republicanos, PL, além de dois candidatos avulsos.

R$5 milhões a mais
Se em 2022 Carlos Suarez doou “só” R$750 mil. Este ano o empresário abriu o bolso e é o segundo maior doador: R$5.740.000.000,00.

É pluripartidário
Suarez, fundador da OAS (aquela mesma), dividiu a grana em doações entre diretórios do União Brasil, Progressistas, PSDB, PSD e MDB.

Bala na agulha
Tem os ricaços que turbinam a campanha com o próprio dinheiro tipo Gelson Merisio (PSB), candidato ao governo de SC: R$1.150.000,00.

Tem de sobra
O presidenciável que mais colocou da própria grana na campanha foi Augusto Cury (Avante), cinco transferências que somam R$550 mil.

Fim da escala 6×1 volta a andar no meio da eleição
Senadores desconfiam do movimento de Davi Alcolumbre (União-AP) que resultou na votação surpresa do projeto que pode acabar com a escala de trabalho 6 por 1. Parlamentares ouvidos pela coluna contam que o presidente do Senado vai eseprou pacientemente a composição da Casa ser formada, após o primeiro turno da eleição, para definir o que fazer com a proposta, com grande interesse de Lula (PT), que vê possibilidade de providenciais ganhos eleitorais se o texto for aprovado.

Arras
Alcolumbre cumpriu o prometido a Lula e andou com a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ainda falta o plenário.

Valioso apoio
Como uma mão lava a outra, a eleição para presidente do Senado, em fevereiro do próximo ano, já deve entrar na fatura.

Caneta mágica
Pronta para andar e ser votada desde o início de setembro, a proposta dependia apenas da boa vontade de Alcolumbre. Começa na terça.

Quebrado
Para o senador Rogério Marinho (PL-RN), “Lula, o PT e o Judiciário quebraram a estabilidade do Brasil, e agora até outras nações estão em alerta por causa disso. Falta segurança. Falta segurança jurídica”, disse.

Só exemplo bom
Lula disse querer limitar que bancos emitam mais de um cartão de crédito por pessoa. Medida idêntica foi tomada… pela ditadura do Irã e pelo Banco Central de Vladimir Putin, na Rússia, após a invasão da Ucrânia, para “segurar” o endividamento nacional.

Lição antiga
Uma das lições do livro Frankenstein envolve o monstro criado pelo cientista: quem dá existência a alguma coisa — seja uma descoberta, tecnologia, criatura, comportamento — responde pelo que ela se torna.

Que eleição é essa?
Os Estados Unidos não fecharam sua embaixada e consulados nem na crise da eleição do Quênia, em 2007, que acabou com a morte de mais de mil pessoas após Mwai Kibaki fraudar a eleição e se manter no poder.

Companheirada
O PT colocou R$ 3,1 milhões nas campanhas de José Dirceu, João Paulo Cunha e Delúbio Soares, todos condenados no mensalão. Lula acrescentou o apoio pessoal: gravou vídeos para Dirceu e Delúbio.

Ficha pesada, bolso cheio
Três condenados no mensalão que disputam a eleição somam R$ 7,58 milhões em patrimônio. José Dirceu informou R$ 4,129 milhões, João Paulo Cunha, R$ 3,203 milhões, e Delúbio Soares, R$ 250,9 mil.

Anomalia
O estrategista político Adriano Canutto avalia que há uma “concentração anômala” de poder entre STF e TSE durante a eleição. O estrategista questiona o alcance de decisões individuais sobre a disputa eleitoral.

De volta
Durou pouco. Na sexta-feira (9), as inconvenientes propagandas políticas de rádio e televisão voltam a aporrinhar o eleitor com o blá blá blá do segundo turno. Segue assim até 23 de outubro.

Pensando bem…
…ainda há risco de terceiro turno no Supremo.

Poder sem Pudor

‘O’ de Oséas
O ex-deputado Oséas Cardoso foi um dos maiores líderes políticos da História de Alagoas. Temido e respeitado, foi reconduzido inúmeras vezes à Câmara dos Deputados. Depois fixou residência em Brasília. Ele jamais esquece o dia em que compareceu a um comício em Arapiraca, no agreste alagoano. Foi apresentado assim, pelo líder local: “Este, todos já conhecem. Suas iniciais falam por ele: “O” de honestidade e “C” de sinceridade. Com a palavra, o dr. Oséas Cardoso!”

Cláudio Humberto

@diariodopoder

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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