Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de outubro de 2026
Rogério Carvalho (PT) e Delegado Alessandro (MDB) foram reeleitos neste domingo 4 para as duas vagas de Sergipe no Senado. O senador petista recebeu 21,91% dos válidos, enquanto Alessandro somou 17,13%.
Delegado André David (Republicanos), apoiado pela prefeita da capital Emília Corrêa ficou em terceiro lugar, com 16,23%, seguido de André Moura (União), com 16,19%.
Rogério Carvalho, 57, é médico e natural de Aracaju. Foi secretário municipal de Saúde da capital e secretário estadual da Saúde antes de ser eleito deputado federal, em 2010. Em 2018, conquistou uma cadeira no Senado. Quatro anos depois, disputou o governo de Sergipe e chegou ao segundo turno, quando recebeu 48,3% dos votos válidos e não se elegeu.
Até o início deste ano, Carvalho fazia oposição ao governo Fábio Mitidieri (PSD), enquanto o PT local discutia lançar uma candidatura própria para enfrentar a chapa governista. A composição mudou após uma disputa pública entre Moura e Alessandro, que haviam sido escolhidos por Mitidieri para disputar as duas vagas ao Senado.
Uma queda de braço entre os dois aliados levou à ruptura da composição inicialmente anunciada pelo governador e abriu espaço para a entrada de Carvalho na chapa. O petista passou a disputar o Senado aliado a Mitidieri, antigo adversário político. Alessandro, que havia sido afastado da composição, continuou apoiando o governador. Fábio foi reeleito neste domingo com mais de 59% dos votos válidos.
O emedebista tem 51 anos, é natural de Passo Fundo (RS), bacharel em Direito e delegado da Polícia Civil de Sergipe. Foi delegado-geral da corporação entre 2016 e 2017 e entrou na política eleitoral em 2018, quando foi eleito senador pela Rede. Durante a CPI da Covid, rompeu com o grupo político que o havia apoiado e ganhou projeção nacional pela atuação na comissão. Em 2022, disputou o governo de Sergipe e terminou o pleito na terceira posição.
Neste ano, Alessandro voltou a ganhar projeção nacional como relator da CPI do Crime Organizado. No relatório da comissão, sugeriu o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. (Com informações da Carta Capital)
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