Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de outubro de 2026
Marcelo Castro (à esquerda) e Júlio César (à direita), eleitos pelo Piauí.
Foto: ReproduçãoMarcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) foram eleitos neste domingo (4) para representar o Piauí no Senado Federal pelos próximos oito anos. Os dois candidatos ficaram nas primeiras posições na disputa pelas duas vagas destinadas ao Estado na eleição de 2026. O atual senador Ciro Nogueira (PP), que buscava a reeleição, terminou em terceiro lugar e não conseguiu permanecer no cargo.
Com a totalização concluída, Marcelo Castro (MDB) ficou com 35,61% dos votos válidos, enquanto Júlio César (PSD) somou 26,96%. Ciro Nogueira (PP) terminou na terceira colocação, com 24,67%. A eleição para o Senado é definida pelo sistema majoritário e, neste ano, cada Estado e o Distrito Federal elegeram dois representantes.
Marcelo Castro, de 76 anos, garantiu a reeleição e vai para seu terceiro mandato no Senado. Natural de São Raimundo Nonato, no Piauí, ele é médico, formado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), e doutor em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes de chegar ao Senado, exerceu os cargos de deputado estadual e deputado federal.
O parlamentar assumiu seu primeiro mandato no Senado em 2019, após ser eleito em 2018. Entre 2015 e 2016, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Marcelo Castro ocupou o Ministério da Saúde. No Senado, também participou da elaboração e relatoria de projetos relacionados à saúde, à legislação eleitoral e ao desenvolvimento regional.
Júlio César, de 78 anos, foi eleito para seu primeiro mandato no Senado. Natural de Guadalupe (PI), ele é advogado, professor e produtor rural. O político tem uma longa trajetória na administração pública e no Legislativo. Foi prefeito de Guadalupe em dois períodos, secretário de Agricultura do Piauí e deputado federal.
Na Câmara dos Deputados, Júlio César exerceu seu primeiro mandato entre 1995 e 1999 e retornou ao cargo em 2003, permanecendo desde então no Legislativo federal. Filiado ao PSD desde 2011, ele disputou a eleição para o Senado utilizando na urna eletrônica o nome “Júlio César o Julim do Lula”.
Durante sua trajetória parlamentar, Júlio César atuou principalmente em temas relacionados à agricultura, desenvolvimento regional, municípios e questões econômicas. Ele foi autor do projeto que resultou na lei que prorrogou até 2028 incentivos fiscais para empresas instaladas em áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
A eleição também marcou a saída de Ciro Nogueira do Senado. Presidente nacional do PP, ele buscava seu terceiro mandato consecutivo na Casa. Ciro foi eleito senador pela primeira vez em 2010 e reeleito em 2018. Entre 2021 e 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, ocupou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil.
Antes da votação, a disputa pelas duas cadeiras era apontada como uma das mais equilibradas do Estado. Pesquisa Datafolha divulgada na véspera da eleição mostrava Marcelo Castro com 28% dos votos válidos, Ciro Nogueira com 26% e Júlio César com 25%, em um cenário de proximidade entre os três principais candidatos. O resultado das urnas, porém, colocou Castro na primeira posição e Júlio César na segunda, deixando Ciro fora das duas vagas.
Com a eleição, Marcelo Castro permanecerá no Senado, enquanto Júlio César deixará a Câmara dos Deputados para assumir uma cadeira na Casa responsável pela representação dos Estados. Os novos mandatos terão duração de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027.
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