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Mundo Trump volta a defender sua própria candidatura ao Prêmio Nobel da Paz: “Impedi a destruição total do mundo”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nessa quarta-feira (7) sua candidatura para o Prêmio Nobel da Paz. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nessa quarta-feira (7) sua candidatura para o Prêmio Nobel da Paz. A premiação deste ano ocorrerá na sexta-feira (9). No ano passado, o norte-americano fez uma intensa campanha para que recebesse o Nobel da Paz, alegando ter conseguido dar fim a uma série de guerras. A oposicionista venezuelana María Corina Machado levou o prêmio.

Embora esteja em guerra ativa contra o Irã, Trump repetiu nesta quarta o argumento de que merece o prêmio por ter, segundo ele, terminado guerras.

“Eu impedi, talvez, a destruição total do mundo”, afirmou a jornalistas na Casa Branca. “O (ex-presidente dos EUA Barack) Obama ganhou e não fez nada. Ele ainda não sabe por que ganhou”.

“Resolvi oito guerras — e há outra a caminho. Trouxe todos os reféns (de Israel sequestrados pelo Hamas) de volta. Fiz coisas que ninguém mais jamais fez. Não estou me gabando, estou apenas relatando os fatos”.

Trump não citou os conflitos que disse ter terminado.

“Da última vez, deram o prêmio a uma moça que é uma pessoa fantástica; ela disse que não o merecia — que eu é que merecia — e o entregou a mim”, afirmou. No ano passado, ele disse ter recebido de Corina Machado, sua aliada, a medalha concedida pelo Nobel aos vencedores da premiação.

Trump não deve receber o Nobel da Paz deste ano já que mantém seu país em guerra contra o Irã. Mas a influência dele ainda deve pesar sobre o comitê responsável por escolher o vencedor, segundo especialistas ouvidos pela Reuters.

A edição de 2025 do prêmio, concedida à opositora venezuelana María Corina Machado, foi considerada um caso único nos 125 anos de história da premiação.

Semanas depois, Machado entregou sua medalha de ouro a Trump, numa tentativa de obter apoio do presidente americano para seus esforços de mudar o regime na Venezuela.

Neste ano, o comitê formado por cinco integrantes deverá levar em conta a possibilidade de que o vencedor seja alvo das pressões de Trump, segundo Haakon Gjerloew, diretor interino do Instituto de Pesquisa da Paz de Oslo.

Segundo ele, os integrantes também devem avaliar se a escolha poderia produzir mais efeitos negativos do que positivos.

“Os acontecimentos do ano passado em torno do Nobel da Paz, com María Corina Machado entregando o prêmio posteriormente a Trump, vão afetar algumas das considerações que eles farão”, disse.

Entre os possíveis vencedores estão o papa Leão XIV, o Tribunal Penal Internacional (TPI), a Corte Internacional de Justiça (CIJ) e Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, segundo especialistas.

O vencedor será anunciado na próxima sexta-feira (9). As informações são do portal de notícias G1.

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