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Rio Grande do Sul Recorde feminino: Assembleia Legislativa do RS terá 16 deputadas a partir do ano que vem

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Karen Santos é a única mulher negra eleita para 2027-2030 na Casa. (Foto: (Johan de Carvalho/Arquivo CMPA)

Das 55 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na próxima legislatura (2027-2030), 16 serão ocupadas por mulheres – índice recorde (29%) na história da instituição, fundada em 1835 e cujo pioneirismo de gênero coube à professora Suely de Oliveira, em 1951, quase 20 anos após a liberação do voto e das candidaturas femininas no País.

As futuras parlamentares estaduais incluem 11 (68%) em primeiro mandado na Casa, ao passo que as outras cinco (32%) foram reeleitas. Vale lembrar que tal configuração está sujeita a mudanças antes da posse, em 31 de janeiro, por movimentos como a eventual nomeação para cargos no Poder Executivo – o comando de alguma secretaria de governo, por exemplo.

Esse protagonismo confirma uma linha evolutiva evidenciada nos três últimos pleitos estaduais. Em 2018 eram nove eleitas, número ampliado para 11 em 2022 e, agora, as mencionadas 16 integrantes recém escolhidas pelo voto popular no dia 4 de outubro.

Distribuição partidária

A maior bancada a partir do ano que vem é do PL, com 12 integrantes, dos quais sete são mulheres (cinco estreantes, lideradas pela mais votada da Assembleia Legislativa, Adri Cherini, com 129.492 votos, seguida por Ali Klemt, Daiane Mello, Nádia Gerhard e Vanice de Matos, além das reeleitas Adriana Lara e Kelly Moraes.

Outras quatro legendas (PT, Psol, PSD e PP) terão duas mulheres cada. Segunda maior bancada geral para a próxima legislatura, a do PT tem duas mulheres entre seus sete nomes: Sofia Cavedon, que já exerce mandato na Casa, e Natasha Ferreira, atualmente vereadora e que carrega consigo o ineditismo de primeira travesti no Parlamento gaúcho.

Já o Psol terá Karen Santos – única mulher negra para o próximo período – e Luciana Genro, esta última com o terceiro melhor desempenho geral nas urnas (127.601 votos). Na eleição anterior, foi a vice-campeã na preferência popular. O PP, por sua vez, terá cinco homens e duas mulheres, ambas conquistando pela primeira vez uma cadeira na instituição: Nicole Covatti e Ronize Damassini.

No PSD (sigla à qual está vinculado o governador Eduardo Leite), um ponto em comum aproxima os dois mandatos conquistados para 2027-2030: o fato de serem mulheres e de trajetória anterior como delegadas de Polícia – Nadine Anflor (reeleita) e Ana Tarouco (estreante). Por fim, o Podemos obteve duas vagas no Legislativo estadual. Uma ficou com o já deputado Ronaldo Santini e a outra com a novata Bruna Molz.

(Marcello Campos)

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