Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de outubro de 2026
Equipe do presidente relata restrições a anúncios e queda no alcance de publicações no Instagram
Foto: Ricardo Stuckert/PRA campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusa a Meta de tentativa de interferência eleitoral. Neste sábado (10), a equipe informou que vai acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e formalizar uma denúncia contra a empresa na ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados).
De acordo com os assessores, os indícios de intromissão na disputa política começaram em dezembro do ano passado e se intensificaram entre a manhã de sexta-feira (9) e este sábado, período em que o perfil do candidato no Instagram ficou impedido de impulsionar conteúdos e veicular anúncios na plataforma.
A big tech dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp disse que as dificuldades se devem a problemas técnicos que não afetaram apenas o Brasil. “As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”, disse a empresa, em nota.
Apesar da alegação da Meta, a campanha lulista adotou tom duro e de acusação na nota. Apontou estar sofrendo prejuízo não apenas durante a campanha, como resgatou problemas anteriores nas plataformas da empresa. Também pôs em dúvida a afirmação de que os problemas técnicos são globais.
“Isso significa que, durante todo esse período, a campanha não pode utilizar essa modalidade de impulsionamento, que faz parte da estratégia digital de qualquer campanha política. A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a Meta, foi um ‘problema técnico’”, diz nota da coordenação da campanha.
O documento faz um histórico e afirma que, no dia 10 de dezembro do ano passado, enquanto a Câmara dos Deputados votava o projeto da dosimetria, as páginas de Lula e de lideranças de esquerda teriam sido retiradas do mecanismo de buscas do Instagram e a localização dos perfis na rede social foi limitada.
À época, ainda de acordo com a campanha, a Meta teria reconhecido o evento e o classificado como um problema técnico. Ainda de acordo com a campanha, no primeiro turno das eleições, a conta de anúncio de Lula chegou a ser retirada do ar e não houve uma justificativa formal da empresa para o acontecimento.
A campanha do petista também acusa o algoritmo da Meta de privilegiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e prejudicar o engajamento das ações de Lula nas redes sociais da empresa. Diz que Meta reconheceu essa falha e também apontou “problemas técnicos”.
“A completa ausência de transparência nos sistemas da empresa faz com que essas explicações sejam escassas e opacas. A empresa definitivamente precisa se explicar. Essas ações interferem diretamente em avanços sobre o debate como o fim das bets, da escala 6×1, além do chamado ‘tesouraço’ contra programas sociais”, disse o porta-voz da campanha petista, Camilo Santana.
“Por isso, é importante que todas as medidas cabíveis sejam adotadas para que problemas alegados como técnicos não se transformem em questões de natureza política que ameaçam a democracia”, emendou.
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Documentos em nuvem revelam que conta de Flávio Bolsonaro compartilhava acesso bancário master com empresa de Willer Tomaz, operador investigado pela Operação Sem Desconto por rombo de R$ 6,3 bilhões ligado a fraudes no INSS.
Posicionamentos das defesas
• Assessoria de Flávio Bolsonaro: Nego todas as irregularidades. A nota afirma que o senador nunca manteve conta tendo Willer Tomaz ou suas empresas como usuário master, classificou as acusações como falsas e atribuiu o vazamento a interesses eleitorais, informando que acionará a Justiça.
• Defesa de Willer Tomaz: Rejeitou o conteúdo das reportagens, declarando que a conta bancária em questão nunca lhe pertenceu e que ele jamais criou acessos em nome do parlamentar, limitando-se a afirmar que possui uma relação de amizade pessoal com Flávio Bolsonaro