Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de outubro de 2026
Um projeto de lei protocolado na Assembleia Legislativa permite que a experiência profissional anterior seja considerada na prova de títulos dos concursos públicos do Estado. De autoria da deputada Sofia Cavedon (PT), a proposta condiciona o reconhecimento a que a vivência prévia seja comprovadamente relacionada às atribuições do cargo, sem qualquer distinção entre atuação na iniciativa pública ou privada. A alteração no Estatuto do Concurso Público mira beneficiar, de forma direta, o grande volume de trabalhadores emergenciais e temporários do quadro gaúcho. O texto utiliza como justificativa central a realidade da rede estadual de ensino, área em que o contingente de professores contratados ultrapassava o número de docentes efetivos em janeiro deste ano. Segundo a parlamentar, a iniciativa permite que esses profissionais aproveitem a experiência como título e incentiva que busquem a efetivação por meio dos certames oficiais.
Capacitação preventiva
Agentes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul participaram na última semana, em Porto Alegre, de um treinamento voltado à percepção e mapeamento de áreas de risco geológico e geotécnico. Promovida em parceria com o Serviço Geológico do Brasil, a atividade buscou qualificar as equipes para a identificação e o gerenciamento de cenários de vulnerabilidade. O foco da capacitação é aprimorar a resposta técnica em ocorrências envolvendo deslizamentos de terra, enxurradas e inundações no Estado. A programação reuniu aulas teóricas e atividades práticas de campo cobrindo temas como geologia, cartografia e sistemas de alerta hidrológico. Os bombeiros instruídos atuarão como multiplicadores do conhecimento em suas unidades de origem para reforçar as ações preventivas nas comunidades.
Ônibus seguro
Em Porto Alegre, o vereador Carlo Carotenuto (Republicanos) apresentou um projeto de lei que prevê a criação do Programa Ônibus Seguro para Mulheres, voltado ao combate ao assédio no transporte público. A medida autoriza a reserva de espaço exclusivo para o público feminino ou a oferta de veículos específicos nos horários de maior movimento, entre 5h30 e 9h e das 17h às 20h30. Os coletivos destacados deverão ter sinalização clara, câmeras de monitoramento e integração direta com o sistema de fiscalização da prefeitura. O texto também prevê o treinamento de motoristas para agir em casos de importunação, além do lançamento de campanhas de conscientização e canais digitais de denúncia. Ao defender a medida, o parlamentar destacou levantamentos indicando que 59% das situações de assédio enfrentadas por mulheres na Capital acontecem no transporte coletivo.
Conscientização no Parlamento
Ao longo do mês de outubro, a fachada do Palácio Farroupilha segue iluminada em alusão à campanha “Outubro Rosa”, dedicada à conscientização sobre a detecção precoce do câncer de mama. Lembrada na Assembleia pela deputada Patrícia Alba (MDB), a ação busca reforçar a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso à informação sobre a saúde feminina. Especificamente no dia 15, também por iniciativa da parlamentar, a iluminação da sede do Legislativo gaúcho será configurada nas cores rosa e azul, em referência à Semana Mundial sobre a Perda de Bebês. A campanha, criada no Reino Unido, foca na sensibilização sobre as perdas gestacionais, neonatais e infantis, dando visibilidade às famílias que convivem com esse tipo de situação.
Agressor condenado
No Vale do Rio Pardo, o Tribunal do Júri de Santa Cruz do Sul condenou a 26 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado, um homem de 30 anos por tentar matar a ex-companheira atropelando-a, em janeiro de 2025. Segundo a denúncia, após uma discussão dentro do carro, a mulher desceu e seguiu a pé pela calçada, e o réu assumiu o volante e acelerou propositalmente em sua direção. Na sentença, a juíza Márcia Inês Doebber Wrasse classificou a postura do réu como fria e covarde e citou as graves consequências para a vítima, que passou por várias cirurgias e ficou dez dias em UTI. A condenação foi por feminicídio tentado qualificado, com reconhecimento de violência doméstica, recurso que dificultou a defesa, descumprimento de medida protetiva e o fato de a vítima ser mãe de uma criança. A magistrada determinou o início imediato do cumprimento da pena e fixou indenização mínima de 20 salários-mínimos por danos morais.
Por Bruno Laux.
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