Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de outubro de 2026
Que uma pessoa goste muito de cães pode significar várias coisas, dependendo do contexto. É algo muito comum na maioria das casas de todo o mundo. Significa muito mais do que simplesmente companhia: para muitos, os animais de estimação são parte da família, assim como o amor pelo cachorro. O que diz a psicologia?
Uma psicóloga e adestradora de cães, Vanessa Carral, decidiu investigar esse sentimento que une as pessoas aos seus cães, por meio de um estudo publicado no periódico Society & Animals Journal, citado pelo portal Hola!. Para ela: “esse sentimento que nos une aos nossos animais de estimação responde a essa necessidade incansável do amor puro, ilimitado, com o qual sonhamos”.
O que acontece, segundo a pesquisadora, é que os animais são incondicionais: eles amam seus donos em qualquer momento e situação, independentemente de estarem tristes, irritados, de terem triunfado ou fracassado, entre outras circunstâncias. Ao contrário do que muitos acreditam, amar o próprio cachorro não significa ser antissocial, mas sim algo normal.
Por outro lado, ela destacou os benefícios de compartilhar a vida com seu animal de estimação: “Um dos principais é sentir-se mais acompanhado, necessário e amado, o que nos liberta desse sentimento de solidão”, explicou a psicóloga.
As pessoas que amam cães costumam ser extrovertidas e sociáveis. Elas gostam de interagir com outras pessoas, além de demonstrar calor humano e serem expressivas. Isso pôde ser constatado graças a um estudo colaborativo realizado por psicólogos da Universidade da Flórida, da Universidade Carroll e da Universidade Marquette.
Esse estudo revela que os amantes desses animais costumam demonstrar maior consciência em relação às normas sociais, pois são pragmáticos e tendem a manter uma ordem em suas vidas. Outros traços característicos são a paciência e a tolerância, o afeto e a sensibilidade, além do amor por atividades ao ar livre.
Vanessa Carral Portilla é formada em Psicologia pela UNED de Madri e tem mestrado em Psicologia Geral da Saúde. Em 2009, fundou, junto com sua sócia, a entidade Doctor Animal, especializada em Intervenções Assistidas por Animais. A mulher apresentou algumas outras conclusões sobre os cães e o excesso de amor.
Por fim, ela afirmou que o amor pelos animais é algo muito saudável, mas sempre quando manifestado de forma correta e positiva. “No entanto, se o amor pelos animais se tornar patológico, não estamos falando de ‘amor’, mas de outra coisa, como, por exemplo, uma obsessão”, explicou. (Com informações de O Globo)
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