Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de outubro de 2026
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) comemorou nessa segunda-feira (12) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizando a retomada das visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que estavam proibidas desde julho.
Flávio foi proibido de ver seu pai, que cumpre prisão domiciliar, após ter divulgado uma carta de cunho político escrita por Jair Bolsonaro. A conduta do senador foi interpretada como uma manobra para burlar a proibição de que o ex-presidente se manifestasse em eventos com caráter político-eleitorais.
Questionado sobre as decisões recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionadas à campanha e sobre a votação sobre o fim da escala 6×1 no Senado, Flávio afirmou que não falaria sobre os assuntos nessa segunda.
Na decisão, Moraes colocou que a retomada das visitas deverá ocorrer “nos mesmos horários, condições e medidas de segurança anteriormente fixados, estando vedada a finalidade político-eleitoral e a divulgação de quaisquer manifestos ou declarações, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”.
“Fiquei muito feliz que no dia de Nossa Senhora Aparecida é o dia em que eu estou novamente autorizado a visitar meu pai, vítima de uma injustiça”, disse Flávio a jornalistas após assistir a uma missa na Catedral de Brasília, dia da padroeira do Brasil. “Pela decisão dele (Moraes) voltam as visitas regulares, não apenas como advogado, mas também como filho”, acrescentou.
Flávio disse que deverá visitar o pai nesta terça-feira (13), pela manhã, em horário ainda não definido. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à trama golpista.
Questionado se vai tratar da campanha eleitoral com o pai e pedir conselhos, o senador afirmou que tinha que tomar cuidado com a resposta, “porque qualquer coisa é usada contra ele”. “Vou conversar com ele na qualidade de filho”, disse.
“Estou ansioso. São mais de três meses sem poder vê-lo, por uma decisão, obviamente, sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, sem nenhum amparo legal, na minha avaliação, apenas com o intuito de tentar separar um líder político de quem está concorrendo à Presidência da República; para separar o pai de um filho, que acho que é o mais grave”, afirmou Flávio.
“Estou ansioso para dar um abraço forte nele, primeiro de tudo. Ver como está o rosto dele, como está o ânimo dele com tudo o que aconteceu, que eu só estou sabendo por terceiras pessoas. Espero olhar no olho dele, dar um abraço e espero que ele esteja feliz”, completou.
Flávio, que é evangélico, disse respeitar a fé de milhões de brasileiros. Ele foi convidado para a celebração católica na capital federal e compareceu ao lado da mulher, Fernanda, e de políticos aliados do Distrito Federal, além da coordenadora econômica de sua campanha, Daniella Marques, e do candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL).
“Saio de um ambiente muito acolhedor. Somos todos cristãos”, reforçou. O pároco da Catedral, padre Agenor Vieira, que citou Flávio Bolsonaro nominalmente na abertura da celebração, rezou “pelos governantes que tomarão posse em janeiro”, e pediu que sigam o exemplo de Maria para buscar a harmonia no País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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