Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de outubro de 2026
A ex-primeira-dama se reuniu com mulheres eleitas pelo PL para discutir os próximos passos da mobilização.
Foto: ReproduçãoA senadora eleita pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) deverá ampliar sua participação na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) durante o segundo turno. A atuação da ex-primeira-dama é considerada estratégica para aproximar o candidato do eleitorado feminino e cristão, segmentos importantes para a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A estratégia prevê a realização de viagens a capitais brasileiras e ações de mobilização de mulheres ligadas ao Partido Liberal. A intenção é aproveitar a influência política de Michelle e sua presença entre grupos religiosos para ampliar o alcance da candidatura de Flávio, que enfrenta dificuldades para conquistar parte do eleitorado feminino.
A participação da ex-primeira-dama ocorre após um período de desgaste na relação com o enteado. Em junho, Michelle fez críticas públicas a Flávio, afirmando ter sido humilhada e maltratada em meio a divergências políticas. O episódio provocou repercussão dentro do PL e levantou questionamentos sobre os possíveis efeitos do conflito na campanha presidencial.
Em julho, após a pressão de dirigentes partidários, Flávio pediu desculpas publicamente, e os dois deram sinais de reaproximação. Desde então, a participação de Michelle passou a ser tratada como um dos elementos da estratégia eleitoral para ampliar o apoio ao candidato.
A ex-primeira-dama se reuniu com mulheres eleitas pelo PL para discutir os próximos passos da mobilização. A equipe trabalha com a possibilidade de concentrar a agenda em quatro ou cinco capitais. Manaus está entre os destinos considerados para as atividades de campanha.
A atuação, porém, deverá ocorrer dentro de limites relacionados à rotina familiar e às condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Michelle continua envolvida nos cuidados com o marido, o que pode restringir a quantidade de viagens e o tempo disponível para acompanhar o candidato. Além disso, há restrições judiciais que afetam a rotina do ex-presidente.
Integrantes do partido ouvidos pela revista Veja afirmaram que a ex-primeira-dama não teria condições de se dedicar integralmente à campanha, mas ajudaria dentro das possibilidades. A avaliação é de que sua presença pode contribuir para mobilizar apoiadores e ampliar o diálogo com grupos que não se identificam integralmente com a candidatura de Flávio.
A campanha também pretende articular iniciativas com outras figuras de destaque do campo conservador. A senadora Damares Alves e o deputado federal Nikolas Ferreira são apontados como nomes que podem ajudar, respectivamente, na interlocução com o público cristão e com eleitores mais jovens.
O esforço para reduzir a rejeição entre as mulheres não começou apenas no segundo turno. A preocupação já estava presente na pré-campanha, quando Flávio passou a dar destaque a propostas relacionadas a temas de interesse feminino. O segmento é considerado relevante para o resultado eleitoral, especialmente em uma disputa nacional decidida pela capacidade de ampliar apoios para além da base tradicional de cada candidato.
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