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Política Por que Alexandre de Moraes decidiu autorizar visitas de Flávio ao pai, Jair Bolsonaro, após 3 meses de proibição

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Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, foi condenado a mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado. (Foto: Tom Molina/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a retomar as visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

A decisão estabelece que os encontros não podem ter finalidade político-eleitoral, incluindo a divulgação de declarações de Bolsonaro sobre as eleições presidenciais. O segundo turno está marcado para 25 de outubro, com Flávio disputando a Presidência contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proibição das visitas foi determinada em julho, por 90 dias, após o descumprimento de medidas cautelares impostas ao ex-presidente. A restrição ocorreu depois que Flávio divulgou uma carta escrita pelo pai em apoio à sua pré-candidatura presidencial.

O prazo da suspensão terminou no domingo (11). Na decisão, Moraes afirmou que o período de sanção havia sido cumprido e que não surgiram novos fatos que justificassem a prorrogação da medida. O ministro também mencionou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) favorável ao encerramento da restrição.

Carta de apoio

Na mensagem divulgada em julho, Jair Bolsonaro pediu que seus apoiadores deixassem de lado divergências e se mobilizassem em torno da candidatura do filho.

O ex-presidente apresentou Flávio como a melhor opção para combater a corrupção, a violência e o empobrecimento no país. Também declarou confiar no senador para conduzir o Brasil à paz e à prosperidade. A carta terminou com o lema “Deus, pátria, família e liberdade”.

A divulgação do documento motivou a suspensão das visitas, uma vez que Bolsonaro estava proibido de utilizar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros, conforme as condições estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar.

Condenação e prisão 

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Lula após as eleições de 2022.

A condenação incluiu os crimes de liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente começou a cumprir a pena em 22 de novembro de 2025, na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília. Posteriormente, foi transferido para a unidade conhecida como Papudinha, também na capital federal.

Em 24 de março de 2026, Moraes concedeu a Bolsonaro prisão domiciliar humanitária por motivos de saúde, mantendo medidas cautelares, entre elas a proibição de uso de redes sociais.

A retomada das visitas de Flávio não altera as demais restrições impostas ao ex-presidente. (Com informações da BBC Brasil)

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