Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de outubro de 2026
A Polícia Federal (PF) identificou o senador Flávio Bolsonaro como “usuário master” de uma conta vinculada a uma empresa no exterior relacionada à estrutura societária de um jato utilizado por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A informação consta de documentos analisados pela investigação e foi divulgada pela jornalista Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo.
A conta estava associada à Alcazar Holdings, empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal. A companhia detinha participação de 33,33% na empresa proprietária de um avião Legacy 65. A aeronave foi utilizada por Flávio Bolsonaro em uma viagem entre Brasília e Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, em janeiro de 2025. O mesmo avião também foi utilizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e por sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes.
De acordo com os documentos examinados pelos investigadores, o nome do senador apareceu relacionado à conta com a classificação de “usuário master”. Em sistemas bancários, a expressão pode indicar um perfil com nível elevado de acesso ou capacidade de gerenciamento. A identificação, por si só, não esclarece a natureza do vínculo nem as circunstâncias em que a associação foi registrada.
A PF chegou à informação após analisar dados extraídos do iCloud do advogado Willer Tomaz, apontado como único sócio da Alcazar Holdings. A análise do material digital permitiu aos investigadores localizar registros relacionados à conta e à associação do nome do parlamentar à estrutura financeira.
Outro elemento identificado pela investigação foi um e-mail enviado por uma funcionária de Tomaz ao banco Santander, em maio de 2025. Na mensagem, ela solicitava a desvinculação de contas associadas a Flávio Bolsonaro e ao advogado. O conteúdo do e-mail passou a integrar os elementos examinados pela PF para esclarecer como ocorreu o registro e qual era a relação entre os envolvidos.
A investigação busca esclarecer a natureza da associação entre o senador, a empresa registrada em Portugal e a estrutura societária ligada à aeronave. A documentação localizada também deverá ser considerada para compreender as circunstâncias da vinculação e o motivo pelo qual foi solicitada sua retirada.
Em nota, Flávio Bolsonaro negou ter mantido qualquer conta na condição de “usuário master” relacionada a Willer Tomaz ou às empresas do advogado. O senador afirmou que são falsas as declarações de que teria ocupado essa posição. Segundo ele, o próprio e-mail identificado pela investigação demonstra que a vinculação era indevida, uma vez que a mensagem solicita justamente a retirada da associação entre seu nome e as contas mencionadas. (Com informações do portal da rádio CBN)
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