Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de outubro de 2026
Claudio Bier disse que qualquer alteração na legislação trabalhista deve buscar o equilíbrio entre a valorização do trabalho e a preservação da competitividade das empresas
Foto: Dudu Leal/FiergsA Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) afirmou que vê com preocupação a aprovação pelo Senado da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que extingue a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada no Brasil, ocorrida na noite de quarta-feira (14).
A entidade disse que “reconhece a importância de promover melhores condições de vida e bem-estar aos trabalhadores, mas defende que mudanças dessa magnitude sejam amplamente debatidas fora do período eleitoral e com os setores produtivos, considerando os impactos econômicos, operacionais e sociais envolvidos”.
Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, qualquer alteração na legislação trabalhista deve buscar o equilíbrio entre a valorização do trabalho e a preservação da competitividade das empresas. “A indústria acredita na construção de soluções que contribuam para a qualidade de vida dos trabalhadores, mas é fundamental que as mudanças sejam implementadas com responsabilidade, diálogo e avaliação técnica dos seus efeitos sobre a produtividade, os custos e a geração de empregos”, afirmou.
Na quarta, representantes da entidade estiveram em Brasília para alertar os senadores sobre os impactos da aprovação da PEC e acompanhar a votação. A proposta foi aprovada, em dois turnos, por 75 votos favoráveis e um contrário em ambos. Somente o senador gaúcho Hamilton Mourão (Republicanos-RS) votou contra.
A Fiergs destacou que a redução dos dias trabalhados, sem medidas que garantam ganhos equivalentes de produtividade, tende a elevar os custos de produção, especialmente em segmentos industriais que operam de forma contínua ou em múltiplos turnos. Entre os principais impactos, segundo a entidade, estão o aumento das despesas com pessoal, a necessidade de ampliação de equipes, a reorganização de escalas e possíveis reflexos sobre preços, investimentos e competitividade frente a mercados internacionais.
“A Fiergs defende que eventuais mudanças na jornada sejam discutidas no âmbito das negociações coletivas, respeitando as particularidades de cada setor econômico e das diferentes realidades regionais. A entidade reafirma seu compromisso com a modernização das relações de trabalho, a geração de empregos de qualidade e o fortalecimento da indústria brasileira, fatores essenciais para o crescimento econômico sustentável e para o desenvolvimento social do País”, concluiu a Federação.
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Ontem os representantes da esquerda não acusaram os empresários de serem escravocratas? Todo militante esquerdista acredita que aquele que venceu na vida deve alguma coisa para ele.
Eu quero ver qdo começar a leva de demissão,qdo for trocado quem nao quer por quem quer,aí VANDECAS VAO CHORAR.
Para de chorar, isso não vai acontecer nunca