Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de outubro de 2026
O ex-senador Rodrigo Pacheco voltou a ganhar força para ser indicado para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ajudou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a aprovar o fim da escala 6×1, na última quarta-feira (14).
Após um estremecimento que teve como ápice a derrota, em abril, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o tribunal, Alcolumbre e Lula retomaram a relação política e firmaram uma forte aliança que tem como objetivo principal, neste momento, derrotar Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e reeleger o petista.
Além de liderar a votação que aprovou o fim da escala 6×1, pauta considerada fundamental para a campanha de Lula, Alcolumbre está ajudando a acelerar a tramitação da PEC da Segurança, outro tema considerado relevante para a conquista de votos na eleição.
A indicação de Pacheco está incluída no novo pacote político desenhado por Lula e Alcolumbre.
Ele foi preterido pelo presidente no primeiro semestre já que Messias tinha a preferência do petista para ocupar a vaga aberta no STF com a saída de Luís Roberto Barroso. Contrariado, Alcolumbre liderou a votação que derrotou o advogado-geral da União.
Pacheco acabou indicado para o TCU (Tribunal de Contas da União) e a vaga até hoje não foi preenchida. Com a reconciliação política de Lula e Alcolumbre, o ex-senador agora volta para a dianteira da fila.
Caso Lula seja derrotado por Flávio, ele deve indicar Pacheco para evitar que a vaga no STF hoje aberta seja preenchida pelo novo presidente com um nome de direita. De acordo com interlocutores de Alcolumbre e de Lula, o presidente faria a indicação como forma de “salvar” a vaga no Supremo.
Pacheco seria o único nome que reunira apoios sólidos no Senado mesmo em caso de derrota de Lula. Ele já presidiu a Casa.
Com uma bancada atual de cerca de 30 parlamentares, o bolsonarismo, por sua vez, não teria hoje votos para barrar a indicação. Caso seja reeleito, o presidente poderá indicar quatro nomes para o STF.
Além da vaga atual, outras três se abrirão no período do próximo mandato presidencial: a de Luiz Fux, que se aposenta em abril de 2028, a de Cármen Lúcia, que se retira no ano seguinte, e a de Gilmar Mendes, que entrará na aposentadoria compulsória em dezembro de 2030.
Segundo aliados tanto de Lula quanto de Alcolumbre, o presidente negociaria a ordem das indicações. Ele poderia dar preferência a Pacheco na fila, mas sob a condição de que a vaga seguinte fosse preenchida por Messias e as seguintes, por duas mulheres. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!