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Variedades Só 28% dos brasileiros acreditam que vão se aposentar aos 60 anos

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A pesquisa também mostra que os brasileiros não têm adotado medidas para se preparar para essa fase da vida, mesmo diante das incertezas.(Foto: GAI Media)

Os brasileiros estão cada vez mais descrentes da possibilidade de se aposentar: apenas 28% creem que conseguirão se aposentar aos 60 anos, ao passo que 11% consideram que nunca conseguirão parar de trabalhar. Os dados são da quarta edição da pesquisa Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento, encomendada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) ao Datafolha.

Para 59% dos entrevistados, a idade ideal para a aposentadoria é 60 anos. Na edição anterior da pesquisa, realizada em 2024, esse porcentual era de 54%.

Pelas regras atuais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a idade mínima para as mulheres é de 62 anos, com pelo menos 15 anos de contribuição. Para os homens, a idade mínima é de 65 anos, com pelo menos 15 anos de contribuição para quem já contribuía para o INSS antes da reforma da Previdência, de 2019, ou 20 anos a quem começou a contribuir após a reforma. A pesquisa, no entanto, foi feita com respostas espontâneas, o que levou os entrevistados a falar sobre a idade em que idealizam sair do mercado de trabalho.

MAIS JOVENS. Segundo o levantamento, o desejo de parar de trabalhar até os 60 anos é mais frequente entre os mais jovens. Entre os entrevistados de 18 a 24 anos, o porcentual chega a 81%. Já entre aqueles com 60 anos ou mais, 27% afirmam que não pretendem parar.

Outra realidade apontada pelo estudo é a dependência da Previdência Social. Entre os entrevistados já aposentados, 92% afirmam que o INSS é sua principal fonte de sustento. Já entre os que ainda estão na ativa e pretendem contar com o benefício público para se sustentar, 65% dizem não saber quanto receberão.

Segundo a Fenaprevi, isso evidencia dificuldades de planejamento. Apenas 35% dizem saber quanto deverão receber no futuro, e 53% estimam que o benefício será, no máximo, equivalente a um salário mínimo, atualmente em R$ 1.621. Ainda entre os que pretendem contar com o INSS no longo prazo, 56% acreditam que terão de cortar gastos para se manter, 25% esperam manter o modo de vida atual e 16% acham que não terão como se sustentar ou passarão por dificuldades.

A pesquisa também mostra que os brasileiros não têm adotado medidas para se preparar para essa fase da vida, mesmo diante das incertezas. A falta de acesso a atendimento médico em caso de doença é a situação mais temida, mencionada por 72% dos entrevistados. (Com informações do portal Estadão)

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