Por
Carlos Roberto Schwartsmann
| 20 de outubro de 2026
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(Foto: Reprodução)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Em 1988 tive oportunidade de ir a Caracas para fazer uma cirurgia demonstrativa de uma prótese de quadril fabricada no Brasil pela Baumer, chamada CO-10.
Após recepção no aeroporto, meus anfitriões me levaram até o hotel. No caminho fiquei impressionado com os edifícios novos. Também recordo que fiquei estupefato quando o representante da firma puxou uma espécie de antena de uma caixa do tamanho de um tijolo e começou a falar. Curioso, perguntei: “O que é isso?!”
Ele respondeu incrédulo: “Isto é um telefone sem fio! Não tem no Brasil?”
O primeiro celular lançado no Brasil foi um Motorola em 1990. Dois anos depois.
Nos anos 80, devido à riqueza do ouro negro, o país era conhecido como “Venezuela Saudita”. Noventa e cinco por cento da economia era baseada na exportação de petróleo. A vida era tão boa que os venezuelanos tinham fama de serem os maiores importadores de whisky do mundo. Hoje eles vivem uma gravíssima crise social após a ditadura de Chávez e Maduro.
A inflação é de 465% ao ano.
Segundo a ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), cerca de 8 milhões de pessoas já abandonaram o país.
Crise similar vive Cuba. É a maior crise socioeconômica e energética da sua história.
Há escassez de comida, água potável e remédios. A rede elétrica da ilha entrou em colapso e os cubanos sobrevivem entre apagões.
Famílias inteiras vivem com renda de menos de 2 dólares por dia. Setenta por cento dos habitantes estão abaixo da linha da pobreza.
O Brasil tentou auxiliar estes dois países.
O BNDES financiou a construção do porto de Mariel, em Cuba, a oeste de Havana. A dívida conosco hoje é de 3,6 bilhões.
A Venezuela também foi beneficiada na construção do metrô de Caracas e de los Teques.
Segundo dados oficiais do Ministério da Fazenda, a dívida atual é de 10,3 bilhões.
São países pobres, infelizes e endividados!
Não gostaria de morar em Cuba, nem na Venezuela!
Tivemos a sorte de nascer no país mais rico do mundo.
Temos tudo: terra, mar, sol, água, petróleo, minerais…
Deus foi muito generoso conosco!
Nosso destino é morar e viver feliz aqui!
Salve O Brasil!
Carlos Roberto Schwartsmann – Médico e Professor universitário
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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