Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de abril de 2016
O escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, especializado na abertura de companhias em paraísos fiscais, criou 107 offshores para pelo menos 57 pessoas ou firmas já publicamente relacionadas ao esquema de corrupção originado na Petrobras e investigado pela Operação Lava-Jato. O consórcio rastreou offshores ligadas a 128 políticos ao redor do mundo. A informação deu início no Brasil à série “Panama papers”, reportagem global sobre empresas em paraísos fiscais, conduzida pelo consórcio de jornalismo investigativo formado por 376 jornalistas de 109 veículos em 76 países.
A Mossack operou para pelo menos seis grandes empresas e famílias citadas na Lava-Jato, abrindo as empresas offshores, que são ligadas à empreiteira Odebrecht e às famílias Mendes Júnior, Schahin, Queiroz Galvão, Feffer (controladora do grupo Suzano) e Walter Faria, do Grupo Petrópolis. O escritório panamenho era conhecido pelas autoridades brasileiras desde janeiro, quando a Polícia Federal deflagrou a 22 fase da Lava-Jato, cujo alvo foi o Mossack Fonseca. Os investigadores suspeitavam que a empresa teria ajudado a esconder a identidade dos verdadeiros donos do apartamento triplex no balneário do Guarujá (SP).
A série “Panama papers” começou a ser investigada há cerca de um ano, depois que os dados do escritório panamenho foram obtidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung. (AG)
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