Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de outubro de 2026
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realiza nesta sexta-feira (23) e sábado a distribuição das urnas eletrônicas para as sessões de votação do segundo turno presidencial em todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul. São mais de 30 mil equipamentos disponíveis para o domingo, incluindo cerca de 2,5 mil para eventual substituição em caso de problema técnico.
No foco da logística está a garantia de que todas as unidades estejam disponíveis nos respectivos locais antes do início do pleito (só em Porto Alegre a estimativa é de 3.077 urnas). Após a entrega nos locais de destino, será providenciada a montagem das seções eleitorais propriamente ditas (espaço físico, mobiliário, cabines etc.) e testadas as condições, bem como as próprias urnas.
Os equipamentos são auditados e lacrados, após um rigoroso processo que inclui checagens e carregamento dos sistemas e dados necessários à votação. No foco estão aspectos como segurança, controle e transparência, com base em procedimentos regulamentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Vale lembrar que no primeiro turno, em 4 de outubro, os cidadãos com idade a partir de 16 anos puderam digitar sua preferência para deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República. Como a chefia do Executivo estadual teve um vencedor por maioria dos votos válidos, os gaúchos podem escolher apenas o próximo ocupante do Palácio do Planalto.
História
Antes da tecnologia digital, o processo eleitoral brasileiro era inteiramente manual, feito com cédulas de papel inseridas em urnas de madeira ou lona. O sistema sofria com fraudes frequentes (como o “voto-de-cabresto” e a adulteração na contagem das atas), além de uma apuração que podia levar semanas.
A virada de chave aconteceu na década de 1990. Sob presidência do ministro Sepúlveda Pertence, em 1995 o TSE convocou especialistas para desenvolver um equipamento de votação informatizado que fosse seguro, auditável e simples para o eleitor.
Em 1996, as urnas eletrônicas brasileiras foram utilizadas pela primeira vez, nas eleições municipais. Cerca de um terço do eleitorado brasileiro (em capitais e municípios com mais de 40 mil habitantes) votou de forma eletrônica – e com sucesso. O País alcançou no ano 2000 a marca histórica de 100% dos eleitores votando de maneira informatizada.
Ao longo das décadas, o hardware passou por várias gerações de atualizações. Em 2008, foi introduzida a identificação por biometria no leitor digital das urnas, aumentando ainda mais a segurança contra fraudes de identidade. Modelos mais recentes continuam a incorporar avanços em criptografia, processadores modernos e interfaces acessíveis.
Hoje, o sistema brasileiro é reconhecido internacionalmente pela rapidez na totalização dos votos e pela robustez dos mecanismos de segurança e auditoria antes, durante e após o dia da eleição. Mais informações estão disponíveis no site tse.jus.br.
(Marcello Campos)
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