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Mundo Um dos maiores jornais dos Estados Unidos critica interferência de Donald Trump no Brasil

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Líder americano não declarou apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro. (Foto: Arquivo/O Sul)

O conselho editorial do jornal “The New York Times” – um dos maiores dos Estados Unidos – criticou nesse domingo (25) a atuação do presidente norte-americano Donald Trump na política brasileira. Também condenou as tentativas do chefe da Casa Branca de influenciar disputas eleitorais em outras nações, pois comprometem a credibilidade internacional do próprio país.

A manifestação foi publicada antes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter confirmada sua reeleição, derrotando Flávio Bolsonaro (PL). Intitulado “Trump Should Stay Out of Brazilian Politics” (“Trump deveria ficar fora da política brasileira”), o editorial aponta o Brasil como um dos exemplos mais recentes da disposição do líder republicano em utilizar instrumentos econômicos e diplomáticos para pressionar governos estrangeiros.

Mesmo com a ressalva de que Trump evitou declarar apoio formal a Flávio Bolsonaro durante a campanha, o conselho aponta que decisões do presidente americano demonstraram preferência política, especialmente as medidas adotadas em meio aos processos judiciais envolvendo Jair Bolsonaro.

Dentre os episódios mencionados estão as tarifas de 50% impostas em 2025 sobre grande parte dos produtos brasileiros e as sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e à sua esposa.

Para o “New York Times”, essas iniciativas representaram uma tentativa de pressionar as instituições brasileiras durante o julgamento do ex-presidente. O jornal também avalia que as barreiras comerciais prejudicaram a economia do Brasil e ampliaram as críticas à atuação americana.

Prejuízo à influência dos EUA

O editorial relaciona a postura de Trump ao histórico de intervenções americanas durante a Guerra Fria, período em que Washington procurou influenciar governos e processos políticos na América Latina:

“Presidentes americanos passaram a adotar maior cautela em relação às eleições de outros países nas décadas seguintes, prática que estaria sendo revertida pela atual administração. O conselho editorial argumenta que a pressão sobre governos democraticamente eleitos pode produzir efeitos contrários aos pretendidos, ao estimular reações nacionalistas e desgastar a imagem dos Estados Unidos”.

Ainda nesse domingo, Donald Trump afirmou que acompanhava a eleição brasileira, mas evitou dizer se apoiava algum dos candidatos: “Estamos observando”, respondeu o polêmico líder norte-americano ao ser questionado por jornalistas na Casa Branca. (com informações da rede britânica BBC)

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1 Comentário
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ochoavanderlei@gmail.com
26 de outubro de 2026 00:59

Olê olê olê OLÁ Lula Lula…

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