Domingo, 25 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de outubro de 2026
Presidentes de países da América Latina, de diferentes campos políticos, parabenizaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição nesse domingo. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, uma das principais aliadas de Lula na região, comemorou o resultado nas redes sociais. “Viva a democracia, o povo brasileiro venceu. Parabéns, Presidente Lula!”, escreveu.
O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, disse ter falado por telefone com Lula, a quem chamou de “um amigo”, para parabenizá-lo pela vitória e pela “celebração democrática” do processo eleitoral.
As felicitações também partiram de governos de centro-direita e de direita. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, saudou “esta grande jornada democrática” e afirmou que os dois países “compartilham uma agenda comum de integração e desenvolvimento”. O boliviano Rodrigo Paz chamou Bolívia e Brasil de “países vizinhos e irmãos” e prometeu fortalecer a relação bilateral. O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, parabenizou “o povo brasileiro por este dia democrático” e disse que os dois países continuarão trabalhando juntos.
Já o líder cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou o resultado como uma “vitória histórica” que assegura a continuidade do caminho de “paz, soberania e justiça social” trilhado pelo Brasil sob a liderança de Lula.
Na Colômbia, o ex-presidente Gustavo Petro chamou a vitória de Lula de “um triunfo para a humanidade e uma derrota estratégica para as forças das trevas”. Petro deixou o cargo em agosto, quando assumiu o ultradireitista Abelardo de la Espriella, numa das vitórias conservadoras que marcaram a região nos últimos anos, e que o colocou entre os presidentes latino-americanos alinhados a Trump. Para o ex-presidente, “o fascismo foi detido na América Latina, no Brasil”. Ele também elogiou o sistema eleitoral brasileiro, que, segundo ele, “impediu a fraude”, e afirmou que o resultado barrou “a tentativa estrangeira de se apropriar de seus recursos naturais”.
A vitória do petista interrompe uma sequência de sete vitórias seguidas de candidatos de direita em eleições presidenciais na América Latina nos últimos 18 meses.
Até o fechamento desta edição, o presidente argentino Javier Milei apenas havia compartilhado publicações que colocam em xeque o processo eleitoral brasileiro. Em uma delas, compara Lula a Nicolás Maduro, ditador da Venezuela de 2013 a 2026. O presidente Donald Trump também não havia se manifestado.
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