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Bruno Laux TRE-RS aponta impacto reduzido da extensão do horário de votação no Rio Grande do Sul

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Ao todo, 709 eleitores foram habilitados a votar após as 17h, distribuídos em 632 seções eleitorais. (Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul apontou, em levantamento divulgado nessa segunda-feira (26), que a prorrogação do horário de votação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) teve impacto reduzido no Estado durante o segundo turno das eleições. Ao todo, 709 eleitores foram habilitados a votar após as 17h, distribuídos em 632 seções eleitorais. Segundo a Corte, a maioria já se encontrava nas seções no momento do encerramento regular da votação. Para avaliar o efeito prático da medida, o tribunal analisou os registros posteriores a períodos de inatividade superiores a três minutos, quando não havia filas ou fluxo contínuo de eleitores. Nesse recorte, foram identificados apenas 16 eleitores habilitados após as 17h, distribuídos em 14 seções eleitorais. O levantamento apontou ainda que somente duas seções no Estado permaneceram em funcionamento após as 19h, nos municípios de Santa Maria e Esteio. Os dados indicam que o fluxo de eleitores ocorreu de forma regular no encerramento da votação e que a prorrogação teve repercussão prática limitada no Rio Grande do Sul.

Fiscalização hospitalar

Motivado por denúncias sobre a falta de profissionais, o Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremers) fiscalizou nesta segunda-feira (26) a emergência adulta do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre. Referência em alta complexidade pelo SUS, a instituição enfrenta um severo cenário de superlotação. Durante a vistoria, os representantes do conselho constataram o subdimensionamento da equipe médica para atender à demanda atual, com foco crítico nas salas laranja e vermelha. Dirigentes do hospital relataram aos fiscais que as dificuldades decorrem da falta de retaguarda assistencial e da sobrecarga em toda a rede de atendimento da Capital. Dados estatísticos e informações da escala integrarão um relatório do Cremers, documento que subsidiará a adoção de medidas conjuntas com a direção da instituição. 

Volta à rotina

Com a conclusão do segundo turno das eleições, a Assembleia Legislativa retoma a rotina de trabalhos no Palácio Farroupilha, impactada pelo deslocamento da atenção dos deputados estaduais à campanha eleitoral. Uma lista de 25 matérias está pronta para votação na sessão deliberativa prevista para esta terça-feira, incluindo quatro projetos de resolução, uma proposta de Emenda à Constituição e um requerimento de comissão especial. A pauta de votações será definida pelo Colégio de Líderes da Casa Legislativa, que tem reunião marcada para o final da manhã. Paralelamente ao plenário, dez comissões do Parlamento retomam o ritmo habitual de trabalho ao longo desta semana. 

Empreendedorismo feminino

A Assembleia gaúcha sedia nesta terça-feira (27) a solenidade de apresentação da 14ª edição do Fórum Mulher Empreendedora Gaúcha. O evento de lançamento conta com o apoio institucional do Parlamento, que reconhece a iniciativa como um pilar essencial para a construção da autonomia financeira feminina. Sob o lema “Fortalecer por dentro: expandir por fora”, o encontro oficial será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, na cidade de Gramado. A programação na Serra Gaúcha reunirá 30 profissionais para debater a formação de lideranças e a expansão de negócios geridos por mulheres. 

Feminicídio qualificado

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou um homem de 29 anos pelo feminicídio qualificado da companheira, uma venezuelana de 27 anos, em Erechim, no Norte gaúcho. Segundo a denúncia, na noite de 7 de outubro ele descumpriu medidas protetivas concedidas poucos dias antes, entrou na casa onde havia morado com a mulher e a atacou a facadas na presença dos dois filhos do casal, de 4 e 3 anos. O promotor Fabricio Gustavo Allegretti sustenta que ele agiu por ciúmes, por não aceitar o fim do relacionamento. O MPRS aponta as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa, e pede a perda do poder familiar e indenização mínima aos sucessores da vítima. O homem também é acusado de agredir a companheira em agosto e de ameaçá-la de morte nas semanas anteriores. Na sexta-feira (23), o MPRS recebeu a mãe, o pai e a irmã da vítima, também venezuelanos, pediu tradutor para as audiências e requereu a produção antecipada dos depoimentos deles, já que a mãe e a irmã vivem na Venezuela e pretendem voltar ao país após a definição da guarda das crianças. (Por Bruno Laux)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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