Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de outubro de 2026
Um telescópio espacial da Nasa, a agência espacial norte-americana, deve reentrar na atmosfera da Terra nas próximas semanas, após quase 22 anos no espaço. O Neil Gehrels Swift fez sua última observação científica em 20 de outubro, quando já estava a cerca de 275 quilômetros de altitude.
A essa altura, o atrito com as camadas superiores da atmosfera dificulta manter os instrumentos apontados de forma estável.
A Nasa, contudo, ainda não informou a data nem o local da reentrada. Como o telescópio não tem um sistema capaz de controlar sua descida, não será possível direcioná-lo para uma região específica.
A agência chegou a tentar prolongar a vida da missão. Uma nave robótica foi lançada para capturar o telescópio e elevar sua órbita, mas apresentou problemas no sistema de controle e a operação acabou cancelada em agosto.
Com cerca de 1,5 tonelada, o equipamento deve ser em grande parte destruído durante a reentrada. Alguns componentes, porém, podem sobreviver ao intenso aquecimento.
Lançado em novembro de 2004 para uma missão prevista inicialmente para dois anos, o Swift estudava principalmente explosões de raios gama, alguns dos fenômenos mais energéticos do Universo.
Ao longo de quase 22 anos, detectou mais de 2 mil dessas explosões, estudou mais de 1.400 supernovas e contribuiu para cerca de 7 mil artigos científicos.
Solo brasileiro
Partes do telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, que após 22 anos encerrou sua missão, podem cair em solo brasileiro nas próximas semanas, quando entrar em órbita terrestre. A Nasa ainda não consegue informar com precisão a data e o horário que isso pode acontecer, sabe-se apenas que o equipamento percorre uma órbita inclinada, de aproximadamente 20,6° em relação a Linha do Equador.
Dentro dessa faixa a ser percorrida pelo Neil Gehrels Swift Observatory, está o Brasil, então a Nasa aponta que uma reentrada na órbita da Terra que o faça deixar rastros em solo brasileiro é possível, mas não há como ter uma certeza absoluta.
“É importante separar possibilidade de previsão. O Brasil não pode ser descartado simplesmente por estar parcialmente dentro da faixa orbital do Swift, mas hoje não existe qualquer dado que permita afirmar que os destroços cairão no país”, explica o Prof. Dr. Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário. As informações são do portal de notícias G1 e da CNN.
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