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A Argentina deverá continuar reforçando suas reservas e buscando fontes de financiamento. (Foto: Reprodução)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Argentina chegaram a um acordo que pode liberar aproximadamente US$ 900 milhões ao país (cerca de R$ 4,8 bilhões). O repasse, no entanto, ainda depende da aprovação do conselho executivo da instituição.

O valor faz parte do programa de financiamento de US$ 20 bilhões firmado entre a Argentina e o FMI em 2025. A liberação dos US$ 900 milhões está ligada à terceira revisão do programa, em que o fundo verifica o cumprimento das metas acertadas com o país.

Na avaliação do Fundo Monetário Internacional, a economia argentina apresentou avanços desde a última análise. A instituição destacou a continuidade da desaceleração da inflação e o aumento das reservas internacionais, que ficaram acima do previsto no programa.

Na prática, os recursos ajudam a reforçar as reservas internacionais da Argentina. Esse estoque de dólares é importante para o país pagar compromissos no exterior e dá mais fôlego ao governo de Javier Milei para flexibilizar as restrições ao uso da moeda norte-americana.

Desde o início do programa de US$ 20 bilhões, o FMI já desembolsou cerca de US$ 15,8 bilhões à Argentina. Se a nova parcela for aprovada, outros US$ 900 milhões ficarão disponíveis ao país.

Relembre os repasses

Abril de 2025: US$ 12 bilhões, liberados na aprovação do programa.
Julho de 2025: cerca de US$ 2 bilhões, após a primeira revisão.
Maio de 2026: cerca de US$ 1 bilhão, após a aprovação da segunda revisão. À época, o FMI informou que, com o desembolso, o total acumulado chegou a cerca de US$ 15,8 bilhões.
Outubro de 2026: cerca de US$ 900 milhões, ainda sujeitos à aprovação.

Reservas internacionais da Argentina

Um dos principais avanços apontados pelo FMI está nas reservas internacionais da Argentina, uma espécie de colchão de dólares do país.

No comunicado divulgado nesta semana, a instituição destacou que as reservas líquidas superaram a meta estabelecida no programa.

“Como resultado, as reservas internacionais líquidas superaram em cerca de US$ 4 bilhões a meta para o fim de junho, e o Banco Central comprou quase US$ 16 bilhões até agora neste ano”, afirmou o FMI.
A recomposição das reservas é uma das frentes acompanhadas pela instituição dentro do programa de financiamento.

O ajuste também passa pelas contas públicas. Na área fiscal, o governo argentino deverá buscar um superávit primário de 1,4% do PIB em 2026 e manter esforço semelhante em 2027, destacou o FMI. Na prática, significa arrecadar mais do que gastar, sem considerar os juros da dívida.

Para os próximos meses, a instituição afirma que a Argentina deverá continuar reforçando suas reservas e buscando fontes de financiamento. O FMI acrescentou ainda que as autoridades se comprometeram a preparar o país para voltar ao mercado internacional.

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