Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de outubro de 2026
O Pix respondeu por 55,2% das transações de pagamento realizadas no Brasil no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O sistema registrou 44 bilhões de operações no período, crescimento de 19,4% em relação ao mesmo semestre de 2025, consolidando sua liderança entre os instrumentos de pagamento utilizados no País.
Os cartões de crédito, débito e pré-pagos, somados, representaram 30,8% das transações, com 24,5 bilhões de operações. Apesar da expansão do Pix, o mercado de cartões também apresentou crescimento. As operações com cartão de crédito avançaram 9,2% em quantidade e 13,8% em volume financeiro, demonstrando a permanência desse instrumento nas relações de consumo.
Em valores movimentados, o cenário é diferente. A TED manteve a liderança, com 32,7% do volume financeiro transacionado, seguida pelo Pix, com 28,1%. Enquanto o valor médio das operações via Pix alcançou R$ 459, as transferências por TED registraram média de R$ 60,7 mil, evidenciando a utilização dos dois sistemas em transações de diferentes dimensões.
A expansão do Pix altera a dinâmica competitiva do setor financeiro brasileiro, com efeitos sobre bancos, fintechs, adquirentes e empresas de cartões. A crescente utilização de pagamentos instantâneos amplia as alternativas para consumidores e estabelecimentos comerciais, pressiona estruturas tradicionais de tarifas e reforça a importância da infraestrutura de pagamentos administrada pelo Banco Central.
Operações de crédito
Em outra frente, a taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu em 5% em setembro, informou nessa quinta-feira (29) o Banco Central (BC).
Com isso, o valor continuou sendo o maior desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011.
O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas.
No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro, o maior patamar da série histórica.
Já para as empresas, a inadimplência recuou de 3,4% para 3,3% no mês passado.
Endividamento em alta
Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias brasileiras atingiu o recorde de 50,1% da renda anual em agosto de 2026, segundo dados da autoridade monetária.
É a primeira vez que o indicador supera a marca dos 50% da renda anual. A série histórica tem início em março de 2011, quando somavam 34,9%. As informações são do portal de notícias G1.
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