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Economia IBGE diz que o desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre, a menor taxa para o período desde 2012

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A desocupação era de 5,4% no segundo trimestre deste ano e de 5,6% no terceiro trimestre de 2025. (Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ)

A taxa de desemprego para o terceiro trimestre caiu para 5,2%, a menor já registrada para esse período desde 2012. A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nessa sexta-feira (30)(30), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A desocupação era de 5,4% no segundo trimestre deste ano e de 5,6% no terceiro trimestre de 2025.

Com esse resultado, são 5,6 milhões de desocupados no País no terceiro trimestre, queda de 4,0% (menos 234 mil pessoas) em relação ao segundo trimestre. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, houve queda de 6,9% (menos 417 mil pessoas).

A população ocupada chegou a 103,6 milhões, a maior da série iniciada em 2012, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil pessoas) e aumento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão de pessoas). “Entre as atividades com alta na ocupação, destaca-se o crescimento no setor da Construção, que subiu 2,8% no trimestre, com mais 210 mil pessoas ocupadas”, diz o analista da pesquisa, William Kratochwill.

O contingente de empregadores atingiu o recorde de 4,5 milhões de pessoas ao crescer 4,3% no trimestre (mais 184 mil pessoas) e 6,4% no ano (mais 272 mil pessoas).

“Empregadores são multiplicadores de trabalho, visto que o fruto do seu empreendimento gera novas oportunidades. Esses, que por muitas vezes foram trabalhadores por conta-própria, conseguiram crescer e ampliar o número de pessoas ocupadas, logo contribuindo também para a redução da desocupação”, analisa William.

Recorde também no número de empregados no setor público (13,2 milhões), que ficou estável no trimestre e cresceu 2,5% no ano (mais 317 mil pessoas).

“O contingente de pessoas trabalhando no setor público com carteira foi consequência do aumento de ocupados na educação como professores, de ensino pré-escolar, fundamental e médio, acrescentando cerca de 45 mil pessoas”, analisa William. Ele diz ainda que a atividade da administração pública e regulação da política econômica e social municipal também contribuiu ao contratar cerca de 30 mil pessoas como escriturários gerais, analistas de sistemas e recepcionistas em geral, entre outros. “Ou seja, a atividade municipal apresentou a maior contribuição do setor público”, sintetiza

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (sem considerar trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões, com estabilidade no trimestre e no ano. Empregados sem carteira no setor privado (13,7 milhões), trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e trabalhadores domésticos (5,4 milhões) também ficaram estáveis no trimestre e no ano.

“Essas estabilidades podem indicar que o mercado de trabalho aguardava as possíveis mudanças do pleito eleitoral. Logo, seu rumo será mais bem percebido nas próximas divulgações”, diz o analista da pesquisa. As informações são do IBGE.

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