Domingo, 01 de novembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Wall Street Journal acusa governo Lula de perseguição política a Flávio Bolsonaro

Compartilhe esta notícia:

O senador Flávio Bolsonaro foi derrotado por Lula na disputa pela Presidência e fugiu do Brasil. (Foto: Charles Vieira)

O jornal americano The Wall Street Journal acusa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de encampar uma perseguição política contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que foi derrotado pelo petista na disputa pela Presidência e fugiu do Brasil após determinação para que entregasse o seu passaporte.

Em editorial intitulado “No Brasil, a vitória dá lugar à vingança política”, publicado na quarta-feira (28), o jornal sugere que o governo brasileiro usa as instituições judiciais para atingir adversários políticos.

O texto afirma que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é um aliado de Lula. Sugere também que a decisão do magistrado de pedir a apreensão do passaporte, tomada logo após o segundo turno da eleição, é um sinal de que o governo pretende punir o candidato derrotado.

Segundo a Polícia Federal, o pedido de medidas cautelares foi apresentado no último dia 25, após a corporação identificar risco de que o senador deixasse o País, o que se concretizou dois dias depois.

O jornal afirma que Flávio não foi formalmente acusado de nenhum crime, mas argumenta que ele teria motivos para duvidar da imparcialidade de um eventual julgamento. O editorial cita declarações de Lula durante a campanha, segundo as quais o senador seria alvo de investigações assim que perdesse a imunidade parlamentar.

Flávio, sua esposa, Fernanda, e duas filhas desembarcaram nos Estados Unidos na quarta-feira. A decisão tomada pelo governo americano de emitir vistos para a família Bolsonaro, segundo a publicação, configura, portanto, uma “oferta justificável de proteção política”.

Para o jornal, a responsabilidade por decidir se há fundamento para processar criminalmente um parlamentar cabe ao procurador-geral da República, não a um ministro do Supremo. O texto acusa Moraes de ampliar sua atuação para além dos limites de sua competência quando isso atende a seus objetivos.

A publicação não menciona que Flávio é investigado em inquéritos que tramitam no STF. Um deles apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a negócios envolvendo o advogado Willer Tomaz. Outro investiga suspeitas de evasão de divisas e corrupção no financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio e Tomaz negam irregularidades.

O editorial também questiona a atuação de Moraes e a imparcialidade do julgamento descrito como tendencioso que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente recebeu uma pena de 27 anos de prisão e cumpre a sentença em regime domiciliar.

O Wall Street Journal destaca o voto divergente do ministro Luiz Fux, que, em um relatório de 452 páginas, apontou supostas violações ao devido processo legal, incluindo questionamentos sobre a competência do STF para julgar o caso e a falta de provas.

O jornal americano ressalta que dois ministros próximos a Lula participaram do julgamento e votaram pela condenação, incluindo Cristiano Zanin, que foi advogado do atual presidente, e Flávio Dino, que integrou o seu governo.

O texto menciona também a saída do Brasil de jornalistas, blogueiros e comentaristas críticos ao Supremo, que, segundo o editorial, teriam optado pelo exílio diante do risco de prisão.

Ao projetar os próximos anos, o Wall Street Journal afirma que Lula poderá indicar até quatro novos ministros para o Supremo, cuja composição é de 11 integrantes. Nesse contexto, o jornal atribui ao Senado brasileiro a responsabilidade de preservar a independência do Judiciário.

“Países que passam da liberdade à autocracia seguem um caminho semelhante: um demagogo vence nas urnas, toma o controle do Judiciário e prende seus inimigos. Onde as instituições são fortes, o Estado de Direito pode sobreviver. Não está claro se o Brasil conseguirá”, diz trecho do editorial. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Ministros do Supremo defendem que o ministro Alexandre de Moraes paute a ação que prevê a redução da pena de Jair Bolsonaro para ser julgada o mais breve possível pelo plenário da Corte
Feevale na 72ª Feira do Livro
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x