Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de novembro de 2026
Defesa de Henrique Vorcaro anexou laudo médico sobre quadro de diverticulite aguda e alegou descumprimento do prazo legal de 90 dias para revisão da prisão preventiva
Foto: ReproduçãoA defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apresentou nesta terça-feira (3) um novo pedido de liberdade ao STF (Supremo Tribunal Federal). Caberá ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, analisar o caso. Os advogados solicitam a revogação da prisão preventiva ou a concessão de prisão domiciliar em razão do estado de saúde.
Henrique Vorcaro foi preso em 14 de maio de 2026, sob suspeita de integrar o suposto núcleo de coerção e intimidação ligado às investigações do caso Master. Ele está detido há mais de 170 dias.
No pedido encaminhado à Corte, a defesa anexou um relatório médico emitido em 28 de outubro de 2026. O laudo aponta episódios recorrentes de diverticulite aguda, com registro de internações hospitalares e crises.
O documento também diz que Henrique Vorcaro possui indicação para a realização de cirurgia no cólon. Diante desse cenário, os advogados afirmam que o quadro clínico se encaixa nas hipóteses previstas em lei de conversão da prisão preventiva em domiciliar.
Além da questão médica, os defensores afirmam que não está sendo observada a obrigação legal de revisão da necessidade da prisão preventiva a cada 90 dias.
Intimidação e invasão a sistemas
A prisão de Henrique Vorcaro ocorreu durante desdobramentos de investigações que apuram supostos crimes de intimidação, obtenção de informações sigilosas e invasões a sistemas informáticos.
Essas ações teriam sido realizadas pelo grupo “A Turma”, investigado na Operação Compliance Zero. Henrique Vorcaro teria ficado responsável pelo financiamento do grupo após a prisão do filho.
Em setembro, a defesa já havia acionado a presidência do STF argumentando demora e questionando a competência da Corte para conduzir os atos referentes ao pai do empresário, sustentando que ele não possui foro por prerrogativa de função. O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, reuniu no seu gabinete os inquéritos sobre o caso.
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