Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de novembro de 2026
Durante os discursos após a vitória eleitoral, Lula reconheceu a contribuição de Janones e chegou a chamá-lo de general.
Foto: Ricardo StuckertO deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) afirmou que não pretende assumir um ministério no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após ter atuação de destaque na campanha digital pela reeleição do petista, o parlamentar declarou que prefere continuar na Câmara dos Deputados, onde acredita ter mais liberdade para atuar politicamente e contribuir com o governo.
A declaração foi feita em entrevista ao programa Fantástico, exibido no domingo (1º). Janones também publicou uma manifestação nas redes sociais para explicar sua decisão. Segundo ele, assumir um cargo no Executivo significaria ficar submetido a compromissos administrativos e burocráticos que poderiam limitar sua atuação política.
“Eu não vou aceitar ministério. Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”, afirmou o deputado durante a entrevista.
O nome de Janones passou a ser mencionado entre as possibilidades para integrar a equipe do próximo governo depois de sua participação na estratégia de comunicação digital da campanha presidencial. O parlamentar ficou conhecido pela criação do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que ganhou projeção durante o segundo turno e chegou a reunir mais de 10 milhões de participantes.
A iniciativa foi utilizada para mobilizar apoiadores do presidente, estimular o compartilhamento de conteúdos e ampliar a circulação de mensagens favoráveis à candidatura petista. A atuação do deputado chamou a atenção pela capacidade de organizar grupos de militantes nas plataformas digitais, especialmente em um momento no qual a campanha de Lula buscava ampliar sua presença nas redes sociais.
Durante os discursos após a vitória eleitoral, Lula reconheceu a contribuição de Janones e chegou a chamá-lo de general. O reconhecimento alimentou especulações sobre a possibilidade de o parlamentar assumir uma função no governo relacionada à comunicação e à mobilização digital.
Em publicação no X, Janones explicou que pretende continuar trabalhando para fortalecer a gestão petista, mas sem ocupar uma posição no primeiro escalão. Para ele, a estrutura de um ministério poderia reduzir sua capacidade de atuação fora das obrigações institucionais.
“Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele”, escreveu.
O deputado também indicou que pretende direcionar a mobilização de seus apoiadores para contribuir com a governabilidade de Lula no Congresso Nacional. A intenção é manter a estrutura digital criada durante a campanha e utilizá-la como instrumento de comunicação e articulação política durante o novo mandato.
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