Sábado, 07 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de novembro de 2026
A empresa AMP Pay Marketing e Negócios, que tem como um dos sócios o advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal em um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de apostas, repassou R$ 17,7 milhões à Talismã Digital, da influenciadora Virginia Fonseca.
As transações aconteceram entre março e setembro de 2024, conforme um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) enviado à CPI das Bets e ao Senado Federal em 2025. Na época, ainda não se sabia que a AMP Pay Marketing e Negócios era ligada a Willer.
No período dos repasses, Virginia fazia propaganda para a casa de apostas Blaze, empresa na qual a PF suspeita que o advogado tenha ligações. As autoridades também suspeitam que a AMP Pay Marketing e Negócios pode ser uma empresa de fachada utilizada por Willer para “movimentar recursos”.
A assessoria da influenciadora afirma que Willer Tomaz “não figura como parte em qualquer contrato celebrado por Virginia Fonseca” e que ela nunca teve qualquer tipo de contato com o advogado.
“Quanto às informações relativas à atuação de terceiros, à composição societária de empresas ou a eventuais investigações, os questionamentos devem ser direcionados aos respectivos envolvidos, a quem compete prestar os esclarecimentos pertinentes”, destaca o comunicado.
Entenda a situação de Willer Tomaz
O advogado Willer Tomaz, investigado por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi a pessoa que fez o maior aporte em bets no país, em 2025, e movimentou R$ 5 bilhões com casa de apostas no período. Ele é investigado por suspeita de lavar dinheiro com jogos online.
A cifra bilionária diz respeito a prêmios que foram apostados novamente. O valor depositado por ele, de R$ 258 milhões, é quase o dobro do aporte feito pelo segundo maior apostador. Tomaz sacou R$ 200 milhões no ano.
Uma das investigações inicialmente abertas contra Willer alcançou o senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência. O inquérito, que tem a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura suspeita de lavagem de dinheiro na relação do parlamentar com o advogado.
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), da Fazenda, abriu um processo administrativo contra a casa de apostas Blaze por avaliar que a bet não tomou as medidas que deveria tomar para coibir possível lavagem de dinheiro por parte de Willer Tomaz.
Procurado, o advogado afirmou que “os recursos têm origem lícita, são compatíveis com seus rendimentos e constam de sua declaração à Receita Federal”. Também disse que nunca recorreu a ferramenta automatizada nem fracionou operações para contornar qualquer controle. (Com informações do portal O Dia)
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