Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de abril de 2016
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato na primeira instância, determinou na manhã desta terça-feira (12) o bloqueio de R$ 5,35 milhões das contas e aplicações financeiras do ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Alvo da 28ª fase da Lava-Jato, ele foi preso preventivamente em Brasília.
Além disso, foram determinados os bloqueios de igual valor da empresa Argelo & Argelo Ltda., da mesma quantia da Garantia Imóveis Ltda. e ainda mais R$ 5,35 milhões da Solo – Investimentos e Participações Ltda. Todas estas empresas ficam em Brasília e têm o ex-senador como sócio. O valor total de bloqueio nas três empresas é de R$ 16,05 milhões.
De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), Argello é suspeito de cobrar propina para evitar convocação de empresários para depor em CPIs da Petrobras em 2014 e 2015. O MPF afirma que há evidências de que o ex-senador pediu R$ 5 milhões em propina para a UTC Engenharia e R$ 350 mil para a OAS – as duas empreiteiras são investigadas na Lava-Jato. Os recursos foram enviados a partidos indicados por Argello – DEM, PR, PMN e PRTB – na forma de doações de campanha aparentemente legais.
Moro também pediu o bloqueio de R$ 5,35 milhões de Paulo Cesar Roxo Ramos, assessor de Argello. Ele foi preso temporariamente pela PF nesta manhã. (AG)
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