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Saúde O ovo foi inocentado da acusação de aumentar o colesterol das pessoas. Agora, deixou de ser vilão e ainda ajuda a emagrecer

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OVO tem proteínas de alto valor biológico, que dão saciedade e diminuem a fome. (Crédito: Reprodução)

Antes visto com desdém pelos que queriam emagrecer, pelo medo do colesterol, o ovo passou para o “outro lado da força” e já é considerado um aliado na batalha pela perda de peso. Além de conter proteínas de alto valor biológico, que dão saciedade e diminuem a fome, o ovo tem substâncias, como a albumina, que auxiliam no ganho de massa magra e de hipertrofia muscular.

“Os estudos avançaram, mostrando que o ovo é super saudável e nutritivo”, aponta a nutricionista clínica Fernanda Faustino Ribeiro, que aconselha até duas unidades por dia. “Não que faça mal comer mais, mas é bom usar o bom senso, até para não enjoar.”

A virada no jogo é atestada por especialistas e pesquisas, como o estudo feito pelo Departamento de Obesidade do Centro de Pesquisa Biomédica da Universidade de Pennington, em Louisiana, nos Estados Unidos. Segundo a equipe da instituição, pessoas que comeram dois ovos no café da manhã emagreceram 65% mais do que as que preferiram pães, além disso, tiveram uma redução de cintura 34% maior e perderam 16% a mais de gordura. “Por conta das substâncias que promovem saciedade, o ovo ajuda as pessoas a controlarem a fome e se alimentarem nas horas certas”, explica a nutricionista Sandra Wages.

Sobre o colesterol, especialistas concordam: o ovo é inocente. E, pode, inclusive, ser “antídoto” ao colesterol ruim. “A lecitina é uma substância que dificulta a absorção do colesterol ruim no intestino”, esclarece Fernanda.

Erro de interpretação.

O mito foi criado por um erro de interpretação nas pesquisas, diz o endocrinologista Francisco Tostes, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia: “O problema é extrapolar na gordura saturada, presente em vários alimentos, como o ovo. No entanto, de forma equilibrada, até alguém com colesterol alto pode comer ovo todo dia”.

Outro mito sobre o ovo pode cair por terra: o de que a gema deve ser jogada fora. “A clara é muito baixa em calorias. Por isso, este costume. Mas a parte mais nutritiva do ovo é a gema, nela estão 40% de proteínas, antioxidantes e a maioria das vitaminas e minerais”, observa Sandra. Já as contraindicações para o ovo valem para os que têm alergia ao alimento: “Os causadores de alergia mais comuns estão na clara do ovo. Mas, para quem não é alérgico, o ovo deve ser incluído até na alimentação das crianças. Pesquisas já associaram o alimento à prevenção de doenças ligadas ao sistema nervoso, cardiovascular e aos ossos”, frisa Sandra.

Consumo sem limite.

Para Tostes, não há limite pré-determinado para o consumo de ovos: “Depende do sexo, do peso, das atividades físicas que o paciente faz. A quantidade de ovos, e de qualquer outro alimento na dieta, vai ser diferente para uma mulher de 50 quilos, sedentária, e para um homem de 90 quilos que pratique esportes diariamente”. (AG)

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