Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de abril de 2016
Não tem jeito: por mais que se arranque os cabelos brancos, eles vão continuar nascendo. Aceitar a passagem do tempo não é fácil para ninguém. Justamente por isso, na fase de despedida da juventude, pode surgir a chamada crise de meia-idade (fase que vai dos 45 aos 55 anos mais ou menos), que costuma abalar mais os homens do que as mulheres. Apesar das angústias que a transição para a velhice gera, é possível atravessá-la bem, usando-a, inclusive, para planejar o futuro.
“A crise de meia-idade fica mais marcada nos homens por eles fazerem uma retrospectiva voltada para a questão sexual. O declínio pessoal devido à idade acontece para ambos os sexos, mas como a virilidade deles é muito cobrada, eles se fazem mais questionamentos”, afirma a psicóloga Carla Ribeiro, especialista em saúde do homem.
Já as mulheres, embora vejam negativamente as transformações na aparência, tendem a olhar mais para frente do que ficar presas ao passado. Assim, encaram a meia-idade como uma época de renovação, em que podem se dedicar ao que antes não tinham tempo para fazer, como sair com as amigas e praticar atividade física.
“É necessário entender que essa fase não é um fim, mas um recomeço em que aceitar a si mesmo acaba sendo o grande desafio. Cada um deve pensar no que ainda pode fazer dali em diante. A vida só acaba quando a pessoa morre. Fora isso, ela tem todas as possibilidades”, diz Carla.
Planejamento.
Segundo a geriatra Roberta França, o planejamento é a chave para evitar a crise de meia-idade e ter uma velhice com mais qualidade de vida. “Ninguém dorme com 30 anos e acorda com 50. Quem quer ser um quarentão com saúde precisa não fumar, comer melhor, fazer exercícios. Não dá para ter um bom status se não começar a se cuidar desde cedo”, alerta. (AG)
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