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(Foto: Banco de Dados)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A agenda da presidenta Dilma Roussef começa hoje as 09h com a cerimônia de Acendimento da Tocha Olímpica Rio 2016 Local: Palácio do Planalto. A agenda está com muitas horas vazia. O cafezinho no Palácio já deve estar frio. A solidão – dizem – de Dilma é evidente. Fruto da iminente perda de poder e por sua própria escolha. Tudo o que se sabe são informações não confiáveis. É voz corrente na imprensa e entre empresários e políticos que Dilma deve enviar ao Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional que estabelece novas eleições para outubro deste ano. A proposta não é consenso entre ministros e tem resistência de movimentos sociais.

Chegou à informação à equipe do vice-presidente Michel Temer de que na próxima sexta-feira (6) Dilma fará um pronunciamento no rádio e na televisão para lançar a proposta de eleição direta. Na ocasião a presidente renunciaria e pediria que Temer fizesse o mesmo.

Tudo de acordo com a Constituição Federal:  Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente. Na estratégia da renúncia de Dilma, só há uma hipótese de serem realizadas eleições antecipadas (outra bandeira de parte do partido): que Temer também deixe o cargo (por renúncia, impeachment ou cassação pela Justiça Eleitoral). Ainda assim, apenas até a metade do mandato.

É o que também reza a Constituição: Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.§ 1º Ocorrendo à vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.

Para manter acesa a opinião pública a favor do impeachment ontem o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) pediu ao Supremo Tribunal Federal que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja investigado na operação “lava jato” pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. a nota divulgada por sua assessoria, Aécio lembra que todas as citações a seu nome feitas por Delcídio do Amaral foram sobre situações que ele “ouviu dizer”, sem que nenhuma prova tenha sido apresentada pelo senador.

Janot  pediu também abertura de inquérito para investigar a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da operação Lava Jato, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira. Tudo cairá no “esquecimento” de alguma fria gaveta se Dilma renunciar na sexta feira! Que republiqueta!

 

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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