Quinta-feira, 01 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de maio de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Presidenta Dilma Roussef volta a rechaçar renúncia, gesto que seria “mais confortável” para aqueles que querem ocupar o seu lugar; “a injustiça continuará visível”, afirmou a petista nesta terça-feira “Se eu renunciar, se esconde para debaixo do tapete esse impeachment sem base legal e, portanto, esse golpe. É confortável para os golpistas que a vítima desapareça”, disse.
“É confortável que a injustiça não seja visível. Pois eu quero dizer para vocês: a injustiça vai continuar visível”, disse ao falar que não renunciaria. “Nós estamos fazendo história porque a democracia é, sem sombra de dúvida, o lado certo da história”, afirmou. É isso mesmo! A presidenta tem que sair de cabeça erguida e pela porta da frente do Palácio do Planalto! O fato do impeachment lembra uma frase: “O maior inimigo da verdade é frequentemente não a mentira – deliberada, planejada, desonesta –, mas sim o mito – persistente, entranhado e irreal. John F. Kennedy”.
O anúncio, feito por Rodrigo Janot, de que pedia uma investigação sobre Aécio Neves é apenas um disfarce para aquilo que é seu objetivo, finalmente exposto: abrir uma investigação sobre Dilma Rousseff e Luís Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal. Será paranoia ter certeza de que o Supremo vai aceitar o pedido? Aécio? Bem este ficará para depois, já que no próprio pedido Janot deu 90 dias para ele se manifestar? Seria engraçada a desfaçatez se não fosse patética!
Quanto às delações contra o vice-presidente virtual presidente da República sem nenhum voto? Ora essas segundo o mesmo procurador que quer processar Dilma e Lula por “lembranças” de um delator não são suficientes. Segundo o Estadão, Janot, não vê indícios consistentes para pedir a abertura de um inquérito contra o vice-presidente Michel Temer (PMDB).
O vice já foi citado por delatores da Operação Lava Jato, mas, até o momento, não é alvo de investigação. Temer foi um dos políticos citados na delação do senador Delcídio do Amaral (ex-PT/MS), a mesma utilizada para enquadrar Dilma e Lula. Em seus depoimentos, ele apontou o vice como o “padrinho” das indicações de João Augusto Henriques e Jorge Zelada para uma diretoria d O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também citou o nome do vice em uma conversa com o dono da OAS, Leo Pinheiro. Num dos diálogos, Cunha reclama de o empreiteiro ter feito um pagamento de R$ 5 milhões diretamente a Temer.
Para procuradores que trabalham com Janot, essas citações foram sempre feitas de maneira indireta e não seriam suficientes para indicar o envolvimento do vice no esquema de corrupção da Petrobras. Temer sempre negou envolvimento no caso e afirmou desconhecer parte dos delatores que o citaram. Ah! Então está bem… Temer que, aliás, já começou a receber criticas do PSDB e que voltou atrás e não vai eliminar muitos ministérios, para poder agradar os partidos que lhe acolheram para derrubar sem crime a presidenta eleita! Que republiqueta!
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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