Domingo, 17 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de maio de 2016
Após ser afastado do mandato de deputado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pretende passar mais um dia na residência oficial da Câmara. De acordo com a sua assessoria de imprensa, não há previsão de viagens e pronunciamentos para esta sexta-feira (06).
Na quinta-feira (05), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavaski, relator da Operação Lava-Jato, determinou o afastamento de Eduardo Cunha do mandato de deputado federal e também da presidência da Casa.
A liminar foi concedida pelo ministro em ação pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que afirmou que Cunha estaria obstruindo as investigações da Operação Lava-Jato, na qual é investigado. No final da tarde de quinta, os ministros do STF decidiram manter o afastamento do deputado por tempo indeterminado.
A sexta-feira amanheceu com jornalistas na porta da residência oficial, mas Cunha ainda não recebeu nenhuma visita. No dia da decisão do STF, foram até a residência o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), um dos principais aliados do presidente afastado, o deputado Benjamin Maranhão (SD-PB), o primeiro vice-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), André Fufuca (PP-MA), Alberto Filho (PMDB-MA) e Hugo Motta (PMDB-PB).
Após a decisão do plenário, Cunha afirmou em entrevista à imprensa que vai recorrer, que não pensa em renunciar e que “está sofrendo retaliação” pelo processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele criticou o que chamou de “intervenção” do STF na Câmara. (AG)
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