Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de maio de 2016
A disparada das taxas de juros de mercado, que bateram 435% em abril para o rotativo do cartão de crédito, é o principal motivo do enorme endividamento das famílias brasileiras. Por isso, uma das principais expectativas sobre as medidas do presidente interino Michel Temer para reativar a economia é se o seu governo vai baixar a taxa básica de juros, a Selic, que está em 14,25% desde o ano passado.
Para não cair na armadilha dos juros altos, especialistas dão dicas para o uso consciente do cartão de crédito. E, se cair, como se livrar dela. Fixar o limite do cartão de crédito em 50% do salário, não pagar parcela mínima da fatura e não emprestar o cartão para terceiros são as precauções mais recomendadas.
“O cartão é uma ferramenta segura de compra, que pode trazer vantagens, se bem utilizada, como milhagens e alguns dias para pagar uma compra. No entanto, se mal utilizada, pode causar sérios danos à saúde financeira, tornando-se um círculo vicioso”, alerta Reinaldo Domingos, presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros).
De acordo com o advogado José Ricardo Ramalho, o consumidor deve tentar guardar o dinheiro e pagar por produtos e serviços à vista para não cair na armadilha dos juros altos. “O cartão deve ser usado como aliado das finanças pessoais, portanto, mantenha sempre anotações dos gastos, do limite, das entradas e saídas da conta-corrente”, diz. E acrescenta: “Organização é a chave da economia”.
Comprar para pagar depois é tentador, mas pagar o mínimo da fatura do cartão pode comprometer as finanças. (AD)
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