Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Waldir Maranhão revoga ato que economizava com hora extra

Compartilhe esta notícia:

Ato revogado por Maranhão gerava economia de R$ 708 mil por sessão de votação. (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), revogou nesta quarta-feira (8) ato da Mesa Diretora que limitava o pagamento de horas extras e gerava economia de R$ 708 mil por sessão de votação. A decisão assinada por Maranhão prevê que a quantidade de servidores que poderão participar das sessões do plenário será fixada pelo “titular do órgão de lotação” ou pelo chefe imediato.

Na prática, o ato permite que os próprios gabinetes e departamentos decidam a quantidade de servidores que atuarão nas votações. A decisão revoga ato anterior, assinado pelo presidente afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que limitava o número de funcionários autorizados a participar das sessões.

Em nota divulgada à imprensa, Maranhão argumentou que as “longas sessões” do plenário da Câmara exigem mais funcionários trabalhando.“Um dos motivos para a mudança da regra foi o fato de a Câmara conviver com longas sessões plenárias, o que demanda mais gente para assessorar os parlamentares e as áreas da Casa ligadas à votação”, disse.

Ele afirmou ainda que “as demais regras para acesso à hora adicional continuam em vigor”. “Deste modo, o servidor só receberá o pagamento se cumprir a jornada diária mínima de oito horas e meia, e jornada semanal regular de, pelo menos, 40 horas”, disse Maranhão.

Segundo a 1ª Secretaria da Câmara, antes da mudança feita por Cunha, em média 2.716 servidores efetivos e comissionados, além de 2.047 secretários parlamentares, passavam do horário de trabalho, o que gerava um gasto médio de R$ 1,22 milhão de gastos por sessão em horas extras.

Com a alteração nas regras, o número de efetivos e comissionados autorizados a fazer hora extra ficou limitado a 900 e, no caso dos secretários parlamentares, a 1.539, reduzindo o gasto com hora extra a R$ 517 mil.

1º secretário critica decisão
O 1º secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), criticou a decisão de Maranhão, dizendo que ela vai gerar despesas para a Casa em um ano de ajuste fiscal. A 1º Secretaria é responsável pelas finanças da Câmara, mas Mansur disse que não foi consultado pelo presidente interino.

“Ele não podia fazer isso. Estamos fazendo economia porque estamos sem dinheiro e temos que dar demonstração em um ano de crise. Não tem cabimento gastar R$ 1,3 milhão por sessão de votação. Eu disse ao Maranhão que não concordava e que ele tinha que ter me ouvido, já que eu sou o 1º secretário”, afirmou o deputado do PRB. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ato Cia. Cênica comemora cinco anos com primeira temporada de “O Casal Palavrakis”
Comissão do impeachment nega perícia pedida por defesa de Dilma Rousseff
Pode te interessar