Segunda-feira, 22 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de junho de 2016
O STF (Supremo Tribunal Federal) investiga a suspeita de que a deputada Raquel Muniz (PSD-MG) e seu marido, o prefeito afastado de Montes Claros (MG), Ruy Muniz (PSB), comandaram uma organização criminosa que cometeu crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica, estelionato, fraude contra credores e lavagem de dinheiro. Em seu primeiro mandato, Raquel ganhou projeção nacional ao elogiar seu marido durante a sessão da Câmara dos Deputados que aprovou o avanço do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, em abril.
Ao votar, ela justificou ser favorável ao processo e disse que Muniz “mostra que o Brasil tem jeito”. Ele acabou preso um dia depois e atualmente cumpre prisão domiciliar. Segundo o Ministério Público Federal, foi descoberto um suposto esquema em que a Sociedade Educativa do Brasil, entidade filantrópica comandada pela deputada e seu marido, exercia atividade empresarial, auferindo e distribuindo lucros e rendas, por meio de transferências a entidades presididas pela congressista. A Procuradoria aponta que o casal assumiu o comando da sociedade com a finalidade de se utilizar do certificado de beneficência da entidade.
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