Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Polícia Federal diz que o ex-ministro Romero Jucá mudou medida provisória a pedido de Gerdau

Compartilhe esta notícia:

Romero Jucá, que foi ministro do governo Temer por breve período (Foto: ABr)

Um relatório da PF (Polícia Federal) produzido durante a Operação Zelotes indica que o senador e ex-ministro (Planejamento) Romero Jucá (PMDB-RR) alterou o conteúdo de uma MP (medida provisória) a mando do presidente do Conselho de Administração do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johhanpeter.

Trata-se da MP 627 de 2013, que tratava da tributação do lucro das multinacionais no exterior e da qual Jucá era relator-revisor. O texto foi aprovado pelo Congresso e sancionado pela presidência da República com ao menos uma alteração sugerida pela Gerdau.

Para a PF, o material “indica possíveis práticas consubstanciadas na negociação ilegal de emendas A medidas provisórias, tendo como contraprestação doações eleitorais, com elementos que apontam para a participação de condutas (em tese, criminosas)” de Jucá e dos deputados Alfredo Kaefer (PSL-PR) e Jorge Côrte Real (PTB-PE).

A troca de e-mails começou no dia 27 de fevereiro de 2014, dois meses antes de a MP ser aprovada pelo Congresso. Naquela data, o gabinete do senador enviou a Gerdau uma mensagem com um trecho da MP. O executivo encaminhou o e-mail ao seu consultor jurídico e recebeu o que, segundo a PF, era a minuta da resposta a Jucá.

Nela, o assessor acrescentou outro parágrafo e disse que o texto do senador, como foi enviado, “não atende plenamente”, já que apenas uma das emendas de interesse do grupo havia sido incluída.

O parágrafo acrescido pelo consultor jurídico da Gerdau consta na versão final do texto da lei. No caso dos deputados Kaefer e Côrte Real, ambos assinam três emendas cujas aprovações foram defendidas por Gerdau junto a Jucá e ao Ministério da Fazenda. Os investigadores não detalharam se alguma delas foi acatada.

Executivos do grupo são suspeitos de terem pago propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda e responsável por julgar recursos de autuações aplicadas pela Receita aos contribuintes. Os principais alvos da Zelotes são o esquema descoberto no Carf e indícios de venda de três MPs –entre elas a 627.

O material foi encaminhado num ofício à Justiça Federal para que seja repassado ao STF (Supremo Tribunal Federal), a quem cabe analisar a possibilidade de abertura de inquérito a partir dos fatos. (Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Dilma decide responder perguntas em processo da Odebrecht por escrito
Número de partos por cesariana cresce 40% e consolida domínio da prática no Brasil
Pode te interessar