Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de julho de 2016
O GT (Grupo de Trabalho) sobre a qualidade da água em Porto Alegre anunciou nesta segunda-feira (18) os resultados de um conjunto de análises sobre o produto. Segundo o GT, a água da Capital está além do que exigem as normas nacionais, e a potabilidade foi garantida e reafirmada.
O conjunto de análises, envolvendo 132 parâmetros, não identificou nenhum composto na água tratada, com exceção de subprodutos da desinfecção no pré-tratamento com dióxido de cloro, permitidos conforme portarias governamentais. Portanto, de acordo com o GT, a saúde da população não corre nenhum risco.
O desconforto causado pelas alterações tem origem em substância externa ao processo de tratamento do Dmae. A hipótese é de que há algum composto presente no Lago Guaíba. Por isso, o monitoramento do manancial e as investigações em curso vão continuar com o apoio de outros órgãos, especialmente os de fiscalização ambiental.
O Dmae irá intensificar a realização dos painéis sensoriais (degustação) nas ETAs (Estações de Tratamento), para confirmar tecnicamente a melhoria da qualidade da água no que diz respeito à minimização da percepção das alterações.
Novo ponto de captação
O Dmae deu início ao processo de licenciamento ambiental junto à Fepam para alterar o ponto de captação de água mais afetado neste processo, junto ao Cais Navegantes, próximo das vias Câncio Gomes com a Voluntários da Pátria, que abastece os sistemas São João e Moinhos de Vento (regiões Norte e Central) para um ponto no Rio Jacuí, próximo ao Saco do Ferraz, onde a qualidade da água bruta é melhor do que no atual ponto.
Grupo de Trabalho
O GT é composto pelo Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos) , Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), Smam (Secretaria Municipal do Meio Ambiente), DEP (Departamento de Esgotos Pluviais), CEVS (Centro Estadual de Vigilância em Saúde) e MP (Ministério Público).
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