Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de julho de 2016
O vice-premiê da Turquia, Numan Kurtulmus, afirmou nesta quinta-feira (21) que o país suspenderá temporariamente a Convenção Europeia de Direitos Humanos, que proíbe tratamento desumano e garante o “direito ao respeito da vida privada”.
A medida é um desdobramento do estado de emergência declarado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan e segue o exemplo da França, que fez o mesmo após os ataques terroristas em Paris, em novembro do ano passado.
Kurtulmus afirmou que o estado de emergência pode terminar até dentro de um mês e meio. Segundo Erdogan, no entanto, a decisão durará pelo menos três meses e vai permitir a seu governo adotar medidas contra quem julga responsável pela tentativa de golpe, na sexta-feira (15), como o estabelecimento de leis sem aprovação do Legislativo e a suspensão de direitos e liberdades.
Após a tentativa de golpe, o governo turco passou a discutir a reintrodução da pena de morte no país, que foi abolida em 2004 para cumprir requisitos de acesso à União Europeia.
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