Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2015
O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Marco Polo Del Nero, prestou depoimento nessa terça-feira (09) na Comissão de Esportes da Câmara dos Deputados, para esclarecer seu envolvimento e o da confederação no esquema de corrupção da Fifa (a autoridade máxima do futebol). Del Nero disse que não renunciará ao cargo, pois não existem motivos para isso.
“Renuncia quem tem alguma coisa errada na vida. Eu não renuncio não. Eu vou cumprir meu mandato, fui eleito democraticamente, com 25 dos 27 votos. Tenho obrigação. Às vezes dá vontade de ir embora. Presidente de clube tem vontade de ir embora todo dia, mas ele tem obrigação com o eleitorado dele, ele não pode deixar quem os deixaram um dia. Vou ficar lá até o último dia”, concluiu.
Ele tomou posse em abril deste ano para um mandato de quatro anos, até 2019. O dirigente admitiu que as denúncias envolvendo a Fifa são graves e atingem um velho companheiro, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Mas disse que é necessário aguardar o fim das investigações que estão sendo conduzidas nos Estados Unidos.
Del Nero disse que até agora não teve acesso a nenhum documento e que não pode pré-julgar uma pessoa sem o devido trâmite julgado. Afirmou também que já determinou a entrega imediata de documentos pedidos pelo MPF (Ministério Público Federal) e Ministério da Justiça do Brasil.
Investigações
Marin e outros seis dirigentes da Fifa foram detidos pela polícia suíça a pedido de autoridades norte-americanas. Os cartolas são investigados pela Justiça dos EUA em um suposto esquema de corrupção.
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